Os Cinco Sentidos e o Design de Espaços Verdes

The Five Senses and the Design of Green Spaces

Nunes, C.

CIAUD - Centro de investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design

Retirado de: http://convergencias.esart.ipcb.pt

RESUMO: Para nos movermos no espaço independentemente é necessário receber constantemente informação sobre este, mediante os sentidos. É a interacção de todos os sentidos que nos permite viver o espaço exterior e evitar acidentes (e.g. reconhecimento de obstáculos como um candeeiro). Por exemplo, no idoso, verificam-se maiores problemas associados às alterações biológicas e psicológicas, pelo que a percepção do meio tende a ser menor, podendo ocasionar a diminuição da fruição de parques e jardins, com possíveis resultados no grau de satisfação. Através da criação de zonas temáticas que reforcem e enalteçam o lado sensorial, pode-se procurar contrariar essa tendência de perda. Através do uso de materiais ou vegetação que apelem ao tacto (desde que se garanta a segurança no toque), através da plantação de árvores de fruto que despertam as papilas gustativas, pelo recurso ao som (água, folhagem, música, chilrear dos pássaros) serão uma tentativa de compensar essa perda. O uso de cores quentes e de tonalidades contrastantes, nas componentes do jardim/parque, aumentam a sua percepção e dada a diminuição do poder olfactivo, será pertinente a plantação de plantas aromáticas, por exemplo, na orla dos caminhos e nas zonas de estadia (desde que se garanta a acessibilidade).

 

PALAVRAS-CHAVE: Jardim/Parque; Sentidos; Percepção.
 

ABSTRACT: To move in the space independently is necessary to receive information through the senses. It is the interaction of all the senses that allows us to live in outdoor space and to avoid accidents (eg recognition of obstacles such as a lamps). For example, in the elderly, there are major problems associated with biological and psychological changes, so the perception of the environment tends to be lower and may lead to decreased enjoyment of parks and gardens, with possible outcomes in the degree of satisfaction. Through the creation of thematic areas to reinforce and to enhance the sensory side, one can seek to counter this trend of loss. Through the use of materials or vegetation that are appealing to the touch (since it ensures the safety touch), by planting fruit trees to awaken the taste ,by making use of sound (water, foliage, music, birds) will be an attempt to compensate. The use of warm colors and tones contrasting components in the garden / park, increase their awareness and given the reduced power of smell, it is appropriate to plant herbs, for example, on the edge of the roads and in areas of stay (since it ensures accessibility).

 

KEYWORDS: Garden/Park; Senses; Perception.

1. Os Cinco Sentidos

É mediante os sentidos que o Homem se apercebe do mundo que o rodeia. No idoso, dá-se o processo de envelhecimento das células e com ele a diminuição das capacidades sensoriais.
Conceitos de «sensação» e «percepção» são explorados neste ponto por forma a compreender o processo de aquisição de dados do exterior e a sua racionalização.
A sensação é um fenómeno psíquico que resulta da acção de estímulos externos sobre os vários órgãos. Classificam-se em três grupos principais:

  • Sensações externas – aquelas que se relacionam com os estímulos externos;
  • Sensações internas – as que se formam sobre as posições dos membros e de outras partes
    • Motoras (as que se relacionam com o movimento corporal);
    • Equilíbrio (as que provém do ouvido, indicando a posição do corpo e cabeça);
    • Orgânicas (as que se originam nos órgãos internos, e.g. estômago).
  • Sensações Especiais – que se traduzem sob a forma de sensibilidade para a fome, cansaço, etc.

A natureza dos estímulos sensoriais é captada por diferentes receptores:

  • Quimiorreceptores – receptores existentes por exemplo na língua e nariz, responsáveis pelo paladar e olfacto;
  • Termorreceptores – receptores existentes na face, pés e mãos e que captam estímulos térmicos;
  • Mecanorreceptores – os ouvidos, por exemplo, captam as ondas sonoras;
  • Fotorreceptores – os olhos captam estímulos luminosos.

Os receptores convertem os estímulos em sinais eléctricos que são trabalhados para se obter a informação (cor, forma, distância, tonalidade, etc.) que será conduzida ao tálamo (a informação junta-se à armazenada noutras experiências da memória) e levando à percepção [1].
É pois através da percepção que se toma conhecimento da realidade/consciência do que nos rodeia.
Os cinco sentidos são: tacto, audição, olfacto, paladar e visão.

 

1.1 Tacto

As sensações cutâneas possuem três naturezas:

  • Pressão – suaves ou profundas;
  • Temperatura – identifica o frio e o quente;
  • Dor – aguda ou prolongada.

É através desta que os invisuais obtêm a maior parte da informação. Na compreensão do espaço, as formas (quadrado, oval, triângulo, etc.), o peso (casca leve, etc.) e a temperatura (solo molhado, sombras, etc.) aliam-se à textura. As pedras soltas [2] e os troncos são classificados como superfícies rugosas; os seixos, as folhas e as pétalas, superfícies suaves; o betão e a página inferior de algumas folhas, superfícies rígidas; relva, folhas, com pelos; seixos e raízes, de irregulares.
Estas texturas podem ser percepcionadas de longe, pela visão (a maioria dos invisuais tem a capacidade de ver formas e contrastes fortes entre zonas escuras e claras [3]), ou de perto, pelo tacto, e são compostas pela profundidade, largura e espaçamento entre ranhuras. A exploração dos materiais possui uma componente educativa, uma vez que os invisuais podem aprender a reconhecer os objectos [4].
Pode existir uma relação entre o tacto e a cor dos elementos vegetais: as flores amarelas são consideradas escorregadias ao tacto; o vermelho, o laranja, o azul escuro e o verde pegajoso; e o azul médio e azul claro, macios ao tacto - Figura 1.

 

Fig. 1 – Folhas e texturas

Fonte: MOYER, 2005

 

 

1.2 Audição

A percepção auditiva é um dos principais meios de comunicação com o meio envolvente, cumprindo funções chave, entre elas, de alarme, comunicação e equilíbrio emocional.
É através do ar que o conjunto de vibrações chega ao ouvido. O som é caracterizado pela sua intensidade e frequência. Nos invisuais, a estimulação auditiva deverá corresponder uma realidade/memória/significado/objecto a ele associado, daí a importância do treino auditivo para localizar, alinhar (deslocação do som numa direcção/sentido), detectar obstáculos (uso do som reflectido) e descriminar o som do ruído de fundo. No caso de deficientes auditivos, as vibrações resultantes dos sons podem também ser apreendidas.[5]

 

1.3 Olfacto

Dado o processo de senescência, são as pessoas idosas que maior dificuldade tem em diferenciar aromas.
Neste tipo de sentido é difícil associar um cheiro a um nome objectivo, assim, é frequente associar-se um aroma a uma experiência (familiar, alerta, mau/bom, etc.).
Na natureza são as flores (sépalas, pétalas), as folhas (limbo), o tronco (casca) e os frutos (casca) que emitem várias substâncias químicas que formam a fragrância. A qualidade e quantidade de aroma produzido e libertado por cada planta varia com: qualidade de solos, exposição, humidade, velocidade do vento e época do ano/dia. A maioria dos aromas são apreendidos passivamente, mas há aqueles em que é necessário esmagar ou macerar as glândulas para os sentir (e.g., folha da murta).
Nas flores é possível haver uma simbiose entre o seu aroma e a cor, por exemplo, flores brancas, amarelas, ou cor-de-rosa claro, possuem aromas associados à baunilha, bálsamo e canela. Assim, é possível para um indivíduo de visão empobrecida aperceber-se do tipo e cor da planta que emite a fragrância.[6]

 

1.4   Paladar

Na percepção dos sabores, os receptores olfactivos trabalham em simultâneo com os gustativos.
Os frutos, os vegetais, e algumas ervas são importantes para o estímulo das glândulas gustativas. A faceta educacional dos jardins é reforçada, nas crianças e invisuais, com a plantação de plantas comestíveis.[7]

 

1.5   Visão

Oitenta porcento da informação recebida pelo Homem provem da visão.[8]
A retina possui duas zonas importantes, os bastonetes (que permitem a identificação de várias intensidades luminosas) e os cones (que associam a cor à imagem), que encaminham a informação ao cérebro através dos nervos ópticos.
A cor é apreendida mediante a visão e é uma das estruturas básicas do ambiente, influenciando a qualidade de vida do indivíduo [9]: “Vivemos num mundo de cor e esta cor excita constantemente os nossos sentidos. É curioso que a cor afecta não só a nossa visão da vida como também o humor e os sentimentos”.[10]
A cor constitui uma das componentes do espaço visual, tratando-se duma energia pura que emite vibrações, as quais são captadas consciente ou inconscientemente pelo Homem, através dos sentidos. A cor não é estática, alterando-se com a hora, as estações do ano, o ciclo dia-noite, a composição do ar e a luz artificial [11] - Figura 2.

 

Fig. 2 – Diferentes incidências de luz na paisagem de Monção

Fonte: Autora, 2002

 

A capacidade para discriminar as cores (Figura 3) assenta em três atributos. Eles são: a matiz, tonalidade ou «hue» (atribui à cor significado da sua posição no espectro, definida pelo seu comprimento de onda); a claridade, luminosidade ou «lightness» (atribui significado de valor de luminosidade) e a saturação ou «saturation» (atribui significado de intensidade ou de pureza da cor).[12]

 

 

Fig. 3 – Espectro de cores patente nos edifícios de Veneza e Murano.

Fonte: Autora, 2005

 

 

Investigadores (médicos, psicólogos, arquitectos, etc.) afirmam que as cores podem criar diferentes climas e estimular as mais variadas sensações nas pessoas que circulam pelo ambiente (exemplo, na psicanálise usa-se a força das cores para desempenhar funções psíquicas no Homem [13]). Concluíram que existiam regras e princípios por detrás das reacções às diversas cores. A estas estão associados dados da nossa vivência, religião, cultura, emoções, etc., daí que às cores se tenham dado significados simbólicos e subjectivos. [14]
A percepção da cor é um fenómeno físico e psicológico de uma complexa interacção entre olho–cérebro, não estando o processo completamente conhecido. Sabe-se que o olho recebe luz e converte o estímulo num impulso para o cérebro. Por vezes a percepção pode falhar, como no caso dos daltónicos, ambliopes e cegos, embora este último através do toque e sinestesia apreenda a cor. [15]
A cor afecta os nossos sentimentos de uma maneira pessoal, daí a sua escolha deverá ser de acordo com as preferências de cada um. A simbologia das cores varia consoante factores biológicos [16], culturais [17] e religiosos [18].
Também, determinados estados psicológicos do indivíduo poderão influir no processo de interiorização da mensagem «cor», dado o processo de comunicação entre estímulos exteriores (sensação) e a tomada de consciência (percepção) das mesmas.[19]
Segue-se um quadro que resume as características e significados de algumas cores mais usuais na natureza (Quadro 1).

 

Quadro 1 – Características e significados das cores [20]

 

 

A cor é pois um elemento de extrema importância dado estar presente em todos os materiais: vivos, inertes, naturais ou artificiais. Por exemplo, as plantas são um dos elementos que mais atenção desperta num jardim. Esta inunda o transeunte de sensações, conferidas pela sua cor (igualmente, textura e cheiro): “O tipo de emoções despertas pelas plantas dos jardins num visitante sensível é comparado aos sentimentos estimulados pela música num ouvinte atento.” [21]
Existem seis factores que influenciam a experiência da cor, são elas, e por ordem, da base para o topo piramidal de Mahnke: reacção biológica ao estímulo de cor; inconsciente colectivo; consciente simbolismo (associações); influências culturais; influência de tendências, moda, estilos; e relação pessoal. [22]
A percepção da cor ambiente possui pois uma carga visual, associativa, simbólica e emocional [23]: o elemento natural árvore possui um significado referencial, protector e de fonte de alimentação, ou seja, desencadeia reminiscências e satisfaz anseios humanos de conforto. As cores associam-se aos elementos desencadeando sensações, por exemplo, massas verdes dentro da paisagem são referenciais e fontes de conforto físico (produzem oxigénio, sombra, etc.), os azuis do céu ou massas de água, despertam o sentido de protecção divina (chuva, alimento, vento, etc.).[24]
A cor pode criar efeitos que enganam a visão, assim e por exemplo, as cores frias criam a sensação de distância, e as cores quentes criam a de proximidade. Por exemplo, para criar a sensação de extensão num espaço pequeno deve-se colocar no último plano de visão as cores frias/suaves e no primeiro plano as quentes/fortes/brilhantes. As cores evocam igualmente estados de espírito: as quentes atraem e as frias tendem a ser ignoradas.
Nas pessoas idosas, daltónicas e ambliopes, a percepção das cores é diminuta. Assim, devem-se usar as cores vibrantes num primeiro plano e as neutras no de fundo, de maneira a proporcionar contraste (na verdade estes apenas vêm sombras com diferentes tonalidades de cinzento).
O Quadro 2 e o Quadro 3 referem os esquemas de cor e tipos de contrastes, parâmetros importantes na criação de espaços exteriores adaptados por exemplo às necessidades do idoso.

 

 

Quadro 3 – Tipos de Contraste da Cor [26]

Quadro 2 – Esquemas da Cor [25]

 

 

2. Conclusões

Para nos movermos no espaço independentemente é necessário receber constantemente informação sobre este, mediante os sentidos.
É a interacção de todos os sentidos que nos permite viver o espaço exterior e evitar acidentes (e.g. reconhecimento de obstáculos como um candeeiro).
Por exemplo, no idoso, verificam-se maiores problemas associados às alterações biológicas e psicológicas, pelo que a percepção do meio tende a ser menor, podendo ocasionar a diminuição da fruição de parques e jardins, com possíveis resultados no grau de satisfação.
Através da criação de zonas temáticas que reforcem e enalteçam o lado sensorial, pode-se procurar contrariar essa tendência de perda. Através do uso de materiais ou vegetação que apelem ao tacto (desde que se garanta a segurança no toque), através da plantação de árvores de fruto que despertam as papilas gustativas, pelo recurso ao som (água, folhagem, música, chilrear dos pássaros) serão uma tentativa de compensar essa perda.
O uso de cores quentes e de tonalidades contrastantes, nas componentes do jardim/parque, aumentam a sua percepção e dada a diminuição do poder olfactivo, será pertinente a plantação de plantas aromáticas, por exemplo, na orla dos caminhos e nas zonas de estadia (desde que se garanta a acessibilidade).

 

Referências bibliográficas

[1] OLIVEIRA, E.M.S. (2004). Jardim Inclusivo. Contributo para o Estudo das Barreiras Sensoriais no Caso dos Deficientes Visuais. Lisboa: Universidade Técnica de Lisboa, Instituto Superior de Agronomia, pp. 19-21.
[2] “Se as solas dos sapatos forem finas podem ajudar a «ler» texturas e a entender mudanças de pavimento” (In EWAN, J.M. e EWAN, R.F. (2004, Novembro). The Butterfly Effect – Can the Modest Example of the Elsie McCarthy Sensory Garden Mitigate the Glut of Sensory-starved Urban Landscape? Landscape Architecture, p.47)
[3] EWAN, J.M. e EWAN, R.F. (2004, Novembro). The Butterfly Effect – Can the Modest Example of thr Elsie McCarthy Sensory Garden Mitigate the Glut of Sensory-starved Urban Landscape? Landscape Architecture, p.46.
[4] OLIVEIRA, E.M.S. (2004). Ob. cit., pp. 26-36.
[5] Idem, Ibidem, pp. 40-42.
[6] Idem, Ibidem, pp. 54-55.
[7] Idem, Ibidem, pp. 54-55.
[8] SILVA, F. J. C. M. (1999). Colour/ Space:its qualitity Management in Architecture. The colour/space unity as na unity of visual communication. UK, Salford: Time Research Institute. Research Centre for the Built and Human Environment Department Surveying. University of Salford, p.11.
[9] SILVA, F.J.C.M. (2000). Cor e Espaço: Quantidade e Qualidade. Lisboa, p. 36.
[10] LOUÇÃO, D. (1992). Cor: Componente do Espaço Urbano - Tese de Doutoramento. Lisboa: Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Arquitectura (in SOARES, A. L. (2001). Concepção de um Jardim - Minicurso de Jardinagem. Lisboa: Instituto Superior de Agronomia, p. 9)
[11] ALMEIDA, A. L. B. S. S. S. L. (2001). Estudo para a Elaboração de um Plano de Plantação – Contributo para a Aplicação do Material Vegetal em Projecto de Arquitectura Paisagista – Relatório para uma Aula teórico-prática. Lisboa: Universidade Técnica de Lisboa, Instituto Superior de Agronomia, SAAP, p.14.
[12] SILVA, F.J.C.M. (2000). Cor e Espaço: Quantidade e Qualidade. Lisboa.p.20
[13] In http:// www.virtual.epm.br
 [14] CUMMING, R.; PORTER, T. (1990). The Colour Eye. London: BBC Books, p.7. e FISHER, M. P.; ZELANSKY, P. (1989). Colour. London: The Herbert Press, Ltd.
[15] CUMMING, R.; PORTER, T. (1990). Ob. cit., p.7.
[16] Preferências pessoais/ personalidade (e.g. uma pessoa introvertida prefere cores frias e a extrovertida, cores quentes); doenças (e.g. um esquizofrénico prefere cores neutras); país (e.g. onde há mais Sol preferem-se as cores quentes e na zona com menos, cores frias, isto também se deve ao facto dos olhos estarem adaptados ao clima e responderem diferentemente à luz) (in FISHER, M. P.; ZELANSKY, P. (1989). Ob. Cit.p-89)
[17] Numa sociedade Ocidental a cor preta está associado à morte, enquanto que numa sociedade Oriental é o branco que se associa a esta conotação, reservando-se o preto à gestação (in FISHER, M. P.; ZELANSKY, P. (1989). Ob. Cit., p-89)
[18] Para os católicos, a Virgem Maria aparece com traje azul claro, cor do Céu, significando a serenidade; e azul escuro, sinal de tristeza, aquando da perda do Filho. (in FISHER, M. P.; ZELANSKY, P. (1989). Ob. Cit. p-89)
[19] SILVA, F.J.C.M. (2000). Cor e Espaço: Quantidade e Qualidade. Lisboa, p.34
[20] SOARES, A. L. (2001, Maio). Ob. Cit., p. 9; CUMMING, R.; PORTER, T. (1990). Ob. Cit. e WYDRA, N. (1997). Ob. Cit. PASTOUREAU, M. (1997). Dicionário das Cores do Nosso Tempo – Simbólica e Sociedade. Lisboa: Editorial Estampa, pp. 141-142.
[21] VÁRIOS (2000). III Encontro Nacional de Plantas Ornamentais - Comunicações. APH - Associação Portuguesa de Horticultura. Viana do Castelo: Auditório do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. (CASTEL-BRANCO, C. A. O apelo aos sentidos no jardim: a luz, a cor e o cheiro das plantas, p. 309)
[22] SILVA, F. J. C. M. (1999). Colour/ Space:its qualitity Management in Architecture. The colour/space unity as na unity of visual communication. UK, Salford: Time Research Institute. Research Centre for the Built and Human Environment Department Surveying. University of Salford, p.11
[23] Idem, Ibidem, p.11
[24] SILVA, F.J.C.M. (2000). Cor e Espaço: Quantidade e Qualidade. Lisboa, pp.53-54
[25] FISHER, M. P.; ZELANSKY, P. (1989). Ob. Cit., p. 89. e  VÁRIOS (s.d.). O Jardim em Casa. 3º fascículo. Lisboa: Diário de Notícias, pp. 78-79.
[26] www.uni-ab-pt/~bidarra/ hyperscapes/video-grafias-210.htm
[27] LAWSON, A (1996). The Gardener’s Book of Colour. London: Frances Lincoln.
[28] LANCASTER, M. (1984). Britain in View – Colour and the Landscape. London: A Sandtex Book, Quiller Press. Ltd. , p. 20.
[29] www.uni-ab-pt/~bidarra/ hyperscapes/video-grafias-210.htm

Reference According to APA Style, 5th edition:
Nunes, C. ; (2012) Os Cinco Sentidos e o Design de Espaços Verdes. Convergências - Revista de Investigação e Ensino das Artes , VOL V (9) Retrieved from journal URL: http://convergencias.ipcb.pt