O Design como enaltecedor das fibras sintéticas aplicadas no têxtil-lar

Design as an enhancer of synthetic fibers applied in home textile

Curralo, A. Faria, P. Silva, A.

ESTG-IPVC - Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo
ESTG-IPVC - Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo
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Retirado de: http://convergencias.esart.ipcb.pt

RESUMO: O presente artigo tem como objetivo gerar uma reflexão sobre a importância do design na transformação do conceito da percepção dos tecidos sintéticos utilizados no têxtil-lar.  Pretende-se abordar como o design têxtil pode enaltecer as matérias primas sintéticas, em concreto, o tecido de poliéster, considerado a fibra de maior consumo na indústria têxtil. Deste modo, é essencial discutir como as fibras sintéticas, que por vezes são percepcionadas como menos naturais,  o que as torna um material menos desejável/apreciável, revelam-se com virtudes, capacidades e estética, quando desejamos um tecido estampado com padrões.

 

PALAVRAS-CHAVE: Design têxtil; Fibras sintéticas; Sublimação; Padrões.

ABSTRACT: This present article aims to generate a reflection about the importance of design in transforming the concept of perception of synthetic fabrics used in home textile. To discuss how the textile design can enhance the synthetic raw materials, concrete, polyester fabric, considered the largest consumption of fiber in the textile industry. Thus, it is essential to discuss how synthetic fibers, which are sometimes perceived/appreciable as less natural, which make it as a less desirable material, reveal themselves with virtues, skills and aesthetics, when we desire a printed fabric with patterns.

 

KEYWORDS: Textile design; Synthetic fibers; Sublimation; Patterns.

1. Introdução

O presente artigo apresenta-se como parte de uma investigação no âmbito de um projeto académico para obtenção do grau de mestre, intitulado, O design aplicado na criação de padrões para o têxtil-lar. Este projeto caracteriza-se pela criação de elementos (padrões), cuja comunicação possa assumir-se como uma linha de elementos estéticos a comercializar e a aplicar em acessórios de decoração de autor, uma via profissional extremamente abrangente e de grande potencial criativo. O projeto surge do fascínio pelos tecidos, que se manifestam como uma constante na vida diária, e simultaneamente uma área criativa e profundamente desafiante, com particular interesse em tecidos estampados.

Procura-se com este artigo, perceber as qualidades têxteis das fibras sintéticas, seguindo-se um estudo relativo à forma em como o design pode contribuir para a valorização visual deste material no desenvolvimento de artigos para o têxtil-lar, apresentando-se para o efeito um estudo de caso. O desafio consiste em tornar um suporte têxtil (o poliéster) que aparentemente não é o mais desejável, com uma carga empírica negativa, num produto apelativo através da linguagem visual do design. Pretende-se aliar as novas exigências individuais e sociais, bem como os novos avanços tecnológicos, permitindo que cada vez mais os tecidos sejam um suporte de tendências e de necessidades do consumidor e do designer. Objetiva-se assim perceber as vantagens que o tecido de poliéster apresenta quando se deseja um tecido estampado para o lar.

 

 

2. O design como enaltecedor da matéria-prima

Segundo Bruno Latour o design é uma tarefa subsequente que visa tornar algo mais vivo, mais comercial, mais usável, mais agradável ao usuário, mais aceitável, mais sustentável. (LATOUR, 2008). Pretende-se compreender a relação existente entre o design e o poliéster. Como é que o design poderá tornar uma superfície não desejável, numa superfície apelativa através de padrões, sendo de extrema importância a satisfação e os desejos do indivíduo, que encara a moda como um estilo de vida. Como afirma Bruno Munari este princípio de animar as superfícies é muito conhecido na indústria têxtil quando se fabricam os tecidos…” (MUNARI, 2009).

O indivíduo teve sempre a necessidade de se manifestar, exteriorizando o estado de alma de diferentes maneiras, sendo a moda uma das formas de o fazer. Nos anos 60 do século passado, a mini-saia, por exemplo, exteriorizava a emancipação da mulher. Atualmente, o homem tem a necessidade de garantir a sua singularidade, ‘mostrando-se’ de modo irregular, fruto da realidade líquida (Bauman, 2000).

No decorrer da história da moda e do design, os tecidos tendem a evoluir conforme a inovação ao nível científico, industrial e tecnológico. Acrescem também as novas exigências sociais que o indivíduo manifesta, no sentido que cada vez mais o vestuário e os artigos decorativos sejam expressivos de um estilo de vida, de um gosto pessoal e de uma continuidade da personalidade que cada vez mais quer aceder a novas tendências e ter respostas a novas necessidades. A moda é assim um mecanismo que responde a esta evolução, sempre com a presença constante do factor novidade, aliado ao design. Atualmente, estas novas exigências permitem que a inovação na concepção de ideias e materiais sejam um complemento.

A diversidade de cores, materiais, detalhes, texturas e formas são desenvolvidas no mundo da moda de vestuário, mas são cada vez mais aplicadas no sector do têxtil-lar. Na indústria da Moda, os designers propõem sistemas de produto, no sentido que não criam apenas vestuário, mas prolongam a sua ação projetual noutros âmbitos como os artigos de têxtil-lar. Como refere Gillo Dorfles “… existe sempre, uma analogia e uma sintonia entre a moda de vestuário e a do mobiliário, entre a moda cultural e a social, dentro de uma determinada estação. (DORFLES, 1979).

Esta diversidade é consequência do nosso tempo, dos nossos novos comportamentos sociais de consumo, no qual o consumidor mostra claramente, que os desejos de equipar a sua casa são uma extensão do seu próprio corpo, assumindo emoções acerca da cultura material. Deste conceito, Jean Baudrillard (1968) destaca a necessidade que as pessoas têm em criarem vínculos de afectividade com o equipamento e os objetos que compõem o seu lar. Esta reflexão dos anos 60 pode ser interpretada hoje, no prolongamento desta tendência/necessidade quer no âmbito doméstico quer no espaço público. As pessoas demonstram cada vez mais a necessidade de associar a sua imagem a sistemas de objetos dinâmicos portadores de configurações sempre novas - cores, materiais, detalhes, texturas e formas. Esta ação da sociedade consumista/individualista exalta o desperdício e a contínua rotação dos produtos (Dorfles, 1979; Bauman, 2000).

O desenvolvimento do conceito de pattern-language (Alexander, 1977) enquanto elemento autónomo, construtivo e estético, manifestando influência social e cultural é uma realidade que se associa às tendências de moda. Considera-se assim, a importância que o design poderá representar num compromisso colaborativo com a sociedade.

O indivíduo, também sempre teve a necessidade de exteriorizar os seus desejos, as suas emoções e os seus anseios “… a moda não é apenas um dos mais importantes fenómenos sociais - e económicos - do nosso tempo; é também um dos padrões mais seguros para medir as motivações psicológicas, psicanalíticas, socioeconómicas da humanidade. (DORFLES, 1979).

Hoje em dia, considerando que o lar é uma manifestação do ser humano - ser complexo e contraditório, então, o lar deve refletir o porto seguro do indivíduo. Cada canto do lar reflete o seu modo de ser e de viver, ou seja, espelha um estilo de vida adoptado, sendo muito mais do que um lugar para morar, que oscila, derivado aos gostos pessoais e às tendências de moda. Como defende Bruno Latour há sempre algo ligado à moda - e consequentemente, às oscilações da moda, algo ligado aos gostos…” (LATOUR, 2008).

Acreditamos que os padrões, usufruem de uma forte motivação/gosto de adesão pela parte do consumidor nos produtos decorativos estampados. Um tecido estampado pretende originar no indivíduo sentimentos e emoções que provoquem energias positivas, bem como, conforto e bem-estar. Estes elementos pretendem assim, provocar emoções referentes aos gostos pessoais, fazendo com que a aparência do produto seja um aspecto fulcral no primeiro contacto. Como defende Donald Norman, existem três níveis de prazer, nomeadamente, o visceral, o comportamental e o reflexivo. Existindo uma analogia com o design de produtos em que o design visceral é aquele em que domina a aparência do produto, cujo primeiro impacto é de natureza visual, provocando ou não reações positivas (Norman, 2004).

Da consistente ligação que a moda tem com o têxtil, resulta a união natural do aparecimento do padrão1, seja para estampagem nos tecidos para vestuário, seja nos tecidos presentes nos objetos decorativos para o lar, mostrando-se como um elemento estético, utilizado pelos designers têxteis na criação de elementos únicos. O padrão, é constituído por um módulo que repetido origina uma composição contínua e uniforme “um padrão gráfico é um elemento que, ao ser colocado entre várias cópias de si mesmo, cria um desenho coerente e ampliável (MACARENA, 2009). Também os padrões se modificam, conforme a influência da moda, do avanço tecnológico, da evolução das técnicas de estamparia e do período histórico em que são criados.

Segundo as mais conceituadas e referenciadas revistas de moda, como exemplo a revista Vogue, os tecidos estampados estão constantemente presentes nas mais diversas coleções de vestuário ou de interiores de grandes nomes da Moda. Destaca-se Christian Lacroix, que criou uma coleção para interiores inspirada nos nossos azulejos portugueses e uma coleção de porcelanas, em parceria com a Vista Alegre Atlantis. Também são referência, nomes como George Armani com uma linha dedicada à casa com tecidos e objectos decorativos, assim como Hermés, Fendi, Diesel, Zara, Moschino, Ralph Lauren entre outros.

O presente artigo pretende realçar as características de sustentabilidade, funcionalidade e estética, presentes no poliéster, quer para o consumidor final quer para o designer de moda, que deve perceber, preencher e identificar as necessidades do consumidor um designer tem de estabelecer um grau de cumplicidade com o consumidor e produzir um trabalho que resulte comercialmente viável (FERNÁNDEZ & ROIG, 2007).

 

 

3. O Poliéster e os artigos de têxtil-lar

Uma das realidades das fibras têxteis associadas aos artigos de têxtil-lar é a presença constante do poliéster (PES), considerado um polímero sintético (derivados de petróleo), obtido a partir de polietileno tereftalato2 (PET), descoberto em 1941 pelos químicos ingleses John Rex Whinfield e James Tennant Dickson. Esta descoberta, originou a produção de fibras sintéticas, com o intuito de copiar/substituir o algodão, o linho e a lã, que estavam em falta devido à Segunda Guerra Mundial.

As fibras têxteis podem ser dividas em naturais e químicas. As fibras naturais, são encontradas na natureza e são transformadas em fios apenas com alguns processos físicos, podem classificar-se como vegetais (ex: algodão e linho), animais (ex: lã e seda) e minerais. As fibras químicas, como o nome indica, são obtidas através de processos industriais químicos, feitos pelo homem, podem classificar-se em artificiais (ex: viscose) e sintéticas (ex: poliéster e elastano).

A evolução do poliéster enquanto tecido, deve-se ao avanço das novas tecnologias, do progresso industrial e das necessidades do consumidor e do designer. Estas fibras foram ao longo dos anos sofrendo alterações decisivas, pois os primeiros tecidos eram desconfortáveis. Hoje em dia, através de tratamentos evolutivos, as fibras sintéticas são mais eficientes e apresentam um bom desempenho. Estas transformações significativas, quer na sua composição quer no seu fabrico, originaram uma massiva utilização do poliéster, representando uma percentagem elevada de consumo no mercado mundial das fibras sintéticas, sendo atualmente a fibra mais usada. O elevado consumo deve-se ao preço acessível na produção e venda, e à grande diversidade de aplicações, como vestuário, têxteis para uso doméstico, aplicações industriais, entre outras. Ao contrário dos tempos primórdios, onde predominava o preconceito em relação aos tecidos sintéticos, pois o algodão era considerado de maior prestígio, hoje o poliéster passa a ser considerado um tecido nobre.

A aplicação do poliéster no têxtil-lar deve-se ao facto da grande durabilidade da estampagem e da cor, forte resistência/consistência, não enrugar facilmente, não ser alergénico, secagem rápida, apresentar um baixo custo de produção e uma forte sustentabilidade, assemelhando-se cada vez mais às fibras naturais, tanto em aparência como no toque, devido aos progressos tecnológicos, tornando-se uma  nova alternativa no mundo da moda. No mercado comercial é conhecido por nomes como Dacron, Mylar e Terilene.

O poliéster apresenta os requisitos válidos e necessários, para impressão de desenhos (padrões) sobre tecidos. O processo de estampagem utilizado no tecido de poliéster é o processo de sublimação, que consiste, na impressão do padrão (formato digital) em papel. Tanto a impressora, como as tintas e o papel utilizados no processo devem ser sublimáticos. A tinta está presente no papel e é transferida para o tecido sintético, através da pressão e calor de uma prensa térmica. Esta prensa de calor permite a abertura dos poros do tecido que aceitam os vapores corantes que se entranham no fio do poliéster. Após arrefecimento, os poros fecham e finalizam a estampagem, não sendo notório a nível tátil a impressão final.

É necessário que num processo de estampagem sublimática, esteja presente no mínimo 50% desta fibra sintética, podendo esta ser associada/misturada a outras fibras têxteis, nomeadamente, algodão (associação mais comum), viscose, náilon, linho ou lã. A associação destas fibras, revela-se atrativa no sector têxtil-lar, permite obter mais qualidade/durabilidade no tecido, permanecendo as melhores propriedades do poliéster sem perder o toque e qualidade das fibras naturais, resultando desta mistura o melhor de ambas as partes, atenuando as propriedades desfavoráveis, esta mistura é designada por binária. Por exemplo na mistura de poliéster com algodão, obtém-se uma diminuição de rugas (algodão) e um aumento da durabilidade do tecido, da estampagem e da cor (poliéster),

O consumidor está em permanente mudança, sendo necessário que a indústria têxtil seja capaz de produzir tecidos que o satisfaçam. O design têxtil é assim uma ferramenta fulcral na concepção de tecidos, pois este define os aspectos técnicos e estéticos, como a cor, a funcionalidade pretendida, o conforto do tecido, maior funcionalidade no uso, entre outros. Assim, a função dos têxteis na sociedade e o que representam para o consumidor é um aspecto fundamental do design têxtil, podendo ser uma função estética ou de proteção. O poliéster afirma-se na área da decoração, como um dos tecidos eleitos pelos designers de moda, no sentido de preencher as necessidades do consumidor, do designer e das novas exigências de sustentabilidade e funcionalidade. A escolha dos tecidos para uma coleção influencia o conceito pretendido. É necessário perceber a função a que o tecido se dedica e quais os produtos resultantes do tecido estampado.

 

 

4. Estudo de Caso

O estudo de caso que se apresenta provém da  empresa de têxtil-lar Letheshome®,  sediada em Viana do Castelo, onde o grande trunfo diferenciador assenta nos produtos têxteis profundamente contemporâneos e urbanos, sendo no entanto confeccionados em teares manuais em Portugal na sua unidade criativa e produtiva, de acordo com as tradições seculares e inspirações muitas vezes etnográficas, riquíssimas em arte e cultura.3

O seu estudo, deve-se ao facto de a marca disponibilizar produtos decorativos para o lar confeccionados a partir de tecidos sintéticos estampados. Atualmente, no mundo da moda, a inovação de produtos traduz-se muitas vezes através da utilização de padrões para estampagem, que surgem como uma solução criativa, no sentido da possibilidade da utilização de diversas cores, formas, tamanhos e texturas, sendo as suas combinações infinitas. O conceito rege a coerência, a exclusividade e a originalidade que o designer pretende para o produto. Como defendem Ángel Fernández e Gabriel Roig Antes de abordar uma colecção é preciso encontrar um tema, desenvolver uma linha de peças a partir de uma fonte de inspiração, com um design, uma gama de cores e de texturas que seja coerente com a colecção e a relacione com uma história ou um conceito (FERNÁNDEZ & ROIG, 2007).

Analisaremos em particular uma coleção comercializada pela marca no ano de 2014, intitulada Folklore. Tal como o nome indica, a criação de padrões para esta coleção foi baseada em motivos folclóricos, com uma forte ligação à cidade de Viana do Castelo. A coleção teve como mote e inspiração as emblemáticas festas da cidade, onde os motivos consistiram essencialmente nos elementos visuais que compõem o traje minhoto. Este estudo deve-se ao facto dos tecidos utilizados na coleção serem constituídos unicamente por uma fibra sintética, nomeadamente o poliéster, e a coleção ter esgotado durante a Romaria de Nossa Senhora da Agonia, o que demonstra que o design têxtil atual deve obedecer às novas exigências sociais e individuais encontrando-se estes dois aspectos obrigatoriamente conjugados com os novos avanços tecnológicos.

 

Fig. 1. Coleção Folklore Letheshome

Fonte: letheshome.com

 

Estamos assim perante um projeto de design enaltecedor de fibras sintéticas através da linguagem visual. Com o objetivo de transmitir mensagens (MUNARI, 2009), que neste caso consistiram em motivos etnográficos, através das capacidades perceptivas do público-alvo, este produto tornou-se desejável e um sucesso de vendas. Como defende Ezio Manzini “… num objecto é significante para um observador/utilizador: qualidades sensoriais (propriedades ópticas, térmicas, tácteis), valores simbólicos e culturais…” (MANZINI, 1993).

O poder da representação visual é consequência direta do poder cognitivo da percepção visual. Sendo a visão o sentido sensorial humano mais desenvolvido, apresenta desta forma vantagens significativas em comparação com os outros sentidos humanos. Como refere Martim Macarena  a provocação do gosto ou do prazer dos sentidos através de um estímulo é visual. Por esta razão, o primeiro impacto é de extrema importância sendo de natureza visual, evidenciando deste modo a importância do prazer visceral (NORMAN, 2004) ao nível do design de produto. Este é o aspecto que rege o sucesso ou insucesso de um produto.

 

 

5. Conclusão

Atualmente, o poliéster é um dos tecidos mais utilizados pelos grandes criadores de moda e uma constante no vestuário do indivíduo no seu dia a dia. Basta olharmos com mais atenção para as etiquetas do nosso vestuário ou dos artigos têxteis que temos em casa, para detectarmos com facilidade uma boa percentagem de poliéster. Por todos estes aspetos, o estudo do poliéster revela-se de grande pertinência, quer pela sua utilização massiva quer pela sua contemporaneidade, conferindo-lhe um carácter de universalidade.

Como se demonstra ao longo desta investigação, a disciplina do design pode tornar uma superfície têxtil não desejável numa superfície atrativa, através da componente visual nela estampada. Ao acompanharmos a evolução da história dos tecidos e dos padrões apercebemo-nos que o uso do poliéster em artigos para o lar é muito frequente ao longo dos tempos, especialmente se o designer deseja um tecido para estampar.

Portanto, a partir dos argumentos expostos ao longo desta investigação, podemos concluir que é perceptível que o consumidor encontra-se em permanente mudança, sendo necessário que a indústria têxtil consiga acompanhar todas essas mudanças associadas à moda. Estamos numa era digital e tecnológica, na qual encontramos com facilidade fatores decisivos para atender às necessidades e desejos do consumidor.

O benefício da elaboração deste trabalho, incorporado na conceção de uma investigação académica para obtenção do grau de mestre, reside no facto de proporcionar um aprofundar do conhecimento e da compreensão dos âmbitos abordados.

 

Notas

  1.  “desenho de estamparia e quaisquer tecidos” in Grande Dicionário da Língua Portuguesa - Volume IV
  2. PET - resulta da condensação entre o ácido tereftálico e o etilenoglicol a uma temperatura de 280ºC
  3. “Conceito” in http://www.letheshome.com/index.php?cat=7 (acedido a 11/2014)

 

 

Referências Bibliográficas

Alexander, Christopher - A PATTERN LANGUAGE: TOWNS, BUILDINGS, CONSTRUCTION. New York: Oxford University Press, 1977. ISBN 978-0-19-501919-3

BARBOSA, Marcelo et al - Setor de fibras sintéticas e suprimento de intermediários petroquímicos: Complexo Têxtil. BNDES Setorial. nº20 (2004), p 77-126.

BARTHES, Roland - O Sistema da Moda. Póvoa de Varzim: Edições 70, 1981. ISBN 9789724410302

Baudrillard, Jean - O SISTEMA dos OBJECTOS. 3ª ed. São Paulo: Editora Perspectiva, 1968. ISBN 85-273-0104-0

BAUMAN, Zygmunt - Liquid Modernity. 1ª ed. Oxford: Polity Press, 2000. ISBN 0-7456-2409-X

BROWN, Tim - Change by design: how design thinking transforms organizations and inspires innovation. 1ª ed. Nova Iorque: HarperCollins, 2009. ISBN 978-0-06-176608-4

Buchanan, Richard - Design Research and the New Learning. Design Issues. vol.17, nº 4 (2001), p. 3-23.

FERNÁNDEZ, Ángel & ROIG, Gabriel - Desenho para designers de moda. Lisboa: Editorial Estampa, 2007. ISBN 978-972-33-2388-7

LATOUR, Bruno - Um Prometeu cauteloso?: alguns passos rumo a uma filosofia do design (com especial atenção a Peter Slotedijk). Agitprop. vol.6, nº58 (2014).

MANZINI, Ezio - A matéria da invenção. Lisboa: Centro Português de Design, 1993. ISBN 972944501X

MACARENA, Martim - Patterns: Motifs | Muster | Patroen. Bélgica: Booqs, 2009. ISBN 978-94-60650-12-3

Munari, Bruno - DESIGN e COMUNICAÇÃO VISUAL. Lisboa: Edições 70, 2009. ISBN 978-972-44-1280-1

NORMAN, Donald - EMOTIONAL DESIGN. New York: Basic Books, 2004. ISBN 0-465-05135-9

Reference According to APA Style, 5th edition:
Curralo, A. Faria, P. Silva, A. ; (2015) O Design como enaltecedor das fibras sintéticas aplicadas no têxtil-lar. Convergências - Revista de Investigação e Ensino das Artes , VOL VIII (16) Retrieved from journal URL: http://convergencias.ipcb.pt