Do Espaço Imaginado à Jóia Materializada: Processos Criativos

From Imagined Space to Materialized Jewell: Criative Processes

Romãozinho, M. Silva, F.

IPCB/ESART - Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco
FA–ULisboa - Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa

Retirado de: http://convergencias.esart.ipcb.pt

RESUMO: A Arquitectura e o Design têm a capacidade de nos fazer sonhar. O mesmo acontece com uma peça de joalharia que, ao contrário destas, não tem de cumprir um propósito utilitarista embora possa acontecer. A joalharia pode actuar como símbolo de um estatuto social ou ligação à nossa natureza individual, afastando-se deste modo de uma faceta meramente decorativa ou ostenta-tiva. O presente projecto de joalharia contempla esta dimensão que aproxima a jóia de uma casa, espaço intímo e veículo de comunicação da nossa personalidade e modo de ver o mundo. No âmbito deste artigo, abordamos questões fundamentais como o conceito, vinculado à ideia de conexão entre jóia e espaço, assim como a metodologia projectual, apoiada quer em instru-mentos universais como o esquisso ou a maqueta de cartão, quer em opções tecnológicas como o recurso a software 3D e prototipagem rápida. 

PALAVRAS-CHAVE: Design; Espaço; Joalharia; Natureza; Plasticidade

ABSTRACT: Architecture and Design both can have the ability of making us dream. The same happens with a piece of jewellery but unlike the afford mentioned, Jewelry doesn’t have the need to fulfil an utilitarian purpose, even so sometimes it does. Jewelry can act as a symbol of social status or a link with each one’s self nature, thus moving away from a merely decorative or sporting facet. This design project focus this dimension that approaches jewel and home, an intimate space and communication vehicle of our own personality and our way of seeing the world. In this paper we focus fundamental issues as the project concept linked to the idea of connection between jewel and space and methodology, supported in universal instruments as the sketch or the cardboard model, or even in technological options such as the 3D software or the rapid prototyping.

KEYWORDS: Design; Space; Jewellery; Nature; Plasticity

1. Espaço de habitar enquanto poesia e a questão da intemporalidade

O projecto de joalharia apresentado neste artigo tem como como principais conceitos o espaço e a natureza na sua dimensão poética, emergindo de possíveis intersecções entre a Arquitectura e o Design ao nível da linguagem e da metodologia. O mesmo projecto partiu de experimenta-ções abstractas e espaciais em torno de arquitecturas domésticas, exploradas através do dese-nho e de maquetas de bristol, que se tornariam referências para este projecto de joalharia de-senvolvido no CIAUD (Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo e Design, da Faculda-de de Arquitetura da Universidade de Lisboa) com o apoio da empresa Território de Ideias (im-pressão 3D). A persecução de uma geometria orgânica equilibrada e de uma estandardização das suas formas irregulares encontram os seus antecedentes no background da nossa cultura arquitectónica.

Para Bachelard, a casa é corpo e é alma e o devaneio, uma viagem em que nos deixamos condu-zir pelo sentimento e que pode conduzir-nos a uma “leitura” mais ampla deste nosso canto do mundo (BACHELARD, 1996, p.26). E Jung reafirma que é possível compreender o mundo não só com o intelecto mas também com o sentimento e que o conhecimento dos espaços, dos objec-tos, acontece quando não exercemos o controlo racional sobre todos eles, quando conservamos as suas zonas de sombra e, portanto, quando mantemos veladas determinadas partes (PIERI, 2003, pp.22-123). A Joalharia pode despertar imagens dos espaços de habitar, o seu sentido de individualidade e identidade, encerrando em si mesma uma narrativa: a de uma arquitectura que se reconcilia com a natureza e que contribuiu, deste modo, para a reinvenção da sociedade e do indivíduo, um cumprimento ao mundo natural, através da sua própria fruição.

A joalharia pode ser, de certo modo, intemporal tal como os espaços se estivermos perante uma atitude projectual menos permeável a modas passageiras.  Só no séc.XX é que os joalheiros abraçaram inovações materiais, tecnológicas e sociológicas suscitadas por outras áreas: “It is therefore worth remembering  that among the objects that accompany our lives and out bodies, jewellery is among the least mobile and less evolved: the production techniques and materials are the same now as they were in the past, as are the formal references and the types.” (CAP-PELLIERI, 2016, p.31).

Numa sociedade dominada pelo sistema de valor e troca e pela vontade inexorável de possuir por possuir, interessa-nos criar peças com uma personalidade que as distinga de um contexto de produção em série e relembrar o verdadeiro sentido da arte: “Por arte entende-se tudo o que nos delicia sem que seja nosso – o rasto da passagem, o sorriso dado a outrem, o poente, o po-ema, o universo objectivo. Possuir é perder. Sentir sem possuir é guardar, porque é extrair de uma coisa a sua essência.” (SOARES, 1995, p.127). Uma peça de joalharia também nos faz sonhar mas é-lhe atribuída uma função, não utilitária mas simbólica, cultural e estética. Deve possuir qualidades ergonómicas e encaramos a mesma como plataforma da nossa individualidade, tal como uma casa, espaço íntimo e de intimidade. Neste projecto, as próprias formas que definem habitáculos imaginados são transpostas para a escala da jóia. A perspectiva da conexão entre objecto e sujeito, mas também do recurso a formas simples foi antecipada por alguns designers de jóias como é o caso de Giampaolo Babetto  (1947):  “Mi trabajo no se centra en la aparência, quisiera que fuese algo que nace del interior, que transmita intimidad.  Quiero explorar la re-lacíon entre el objecto que realizo y lo que yo soy. Uso formas geométricas porque me son afines e intento hacerlas sensibles, comunicarme yo mismo com ellas. A menudo están vacias por la misma razón: el vacio interno crea una tensión externa, si una de ellas estuviera llena, estaria muerta” (BABETTO, p.20).    Relacionar objecto e sujeito implica equacionar um público-alvo que, no caso da presente colecção em desenvolvimento, corresponderá a uma faixa etária abrangen-te, sensível ao universo artístico e arquitectónico, à modernidade mas também à tradição, e sobretudo à simplicidade, elegância e clareza de superfícies ou volumes (Fig.1). Aplicamos as palavras de Massimo Baldini (1947-2008) ao campo da joalharia, que recorre à distinção entre palavra “falada” e palavra “falante” exposta pelo filósofo Maurice Merleau-Ponty (1908-1961), para concluir que no mundo da moda existem roupas vazias, opacas, pálidas, mas também rou-pas festivas, matinais, luminosas (BALDINI, 2015, p.137). 

 

2. Génese do projecto de joalharia “Espaços possíveis mas improváveis”: Conceito

A utopia é a possibilidade de pensar e desenhar o futuro e, neste sentido, um instrumento para equacionar novas soluções que tantas vezes acabam por integrar o projecto propriamente dito. Através do desenho, linear ou de mancha, a lápis, marcador ou ecoline, desenvolvemos o exer-cício mental de repensar o território através da concepção de espaços fluídos, irregulares, orgâ-nicos que decorrem da morfologia do terreno ou que se elevam sobre pilotis respeitando o mesmo numa atitude de certo modo wrightiana (Fig.2). O sentido de anti-decomposição e con-sequentemente de unidade são princípios compositivos que aproximam estes desenhos da chamada arquitectura orgânica, em que a organização essencial nasce das necessidades internas e de condicionantes externas, em que cada arquitecto tenta ligar a própria volumetria e geome-tria do espaço projectado à topografia do próprio terreno assim como pelos próprios materiais, profundamente ligados ao lugar. O que nos intriga é desenhar espaços habitáveis e habitados em oposição a células de habitar anónimas: “There should be as many kinds (styles) of houses as there are kinds (styles) of people and as many differentiations as there are different individuals. A man who has individuality (and what man lacks it?) has a right to its expression in his own environment.” (WRIGHT, 1908). Há espaço e tempo para divagar. Procurámos sistematizar solu-ções que dão resposta a estas “funções” e até estandardizar alguns componentes, nomeada-mente volumes interiores, coberturas ou mobiliário que também nasce da geometria irregular destes espaços. Dominam as cores da terra, do céu, da água, do fogo. 

No projecto de joalharia, é premente a ideia de uma membrana extremamente leve que define tectos e paredes exteriores que envolvem o interior da “casa” à semelhança de uma concha já marcara a primeira linha de joalharia da colecção ““Espaços possíveis mas improváveis” mas, neste caso, decidimos assumir essa superfície exterior como elemento mais fluído, em movi-mento e inacabado que confere unidade ao conjunto. A morfologia de volumes e coberturas explorada nas arquitecturas imaginadas é traduzida no conceito do colar (Fig.3), resultado de uma estrutura que serve de suporte para um plano ondulante “improvisado” em cobre, que se entrelaça em movimento e que no final se solta. Esta superfície é a marca de um modo de fazer artesanal combinado com a tecnologia (presente no material da base). A sua configuração é as-sumidamente diferenciada de colar para colar desta série limitada atribuindo-se, deste modo, um carácter único e um desenho irrepetível a cada peça, atitude que se estende aos anéis.  Esta filosofia é a “bactéria” que contamina a restante linha, sempre marcada por uma base estrutural e modular que se repete. O pla (polímero biodegradável designado de poliácido láctico) é o ma-terial dominante, dado que é leve como uma pena e pode ser facilmente moldado a quente, tendo sido esta a opção seleccionada, de forma a alcançarmos resultados ergonómicos. A mes-ma base, formada por módulos de geometria irregular tal como acontece com as estruturas mo-dulares da natureza, incorpora uma ou duas ranhuras onde encaixa a lâmina de cobre que, ape-sar do seu movimento assimétrico, se submete à axialidade a fim de se garantir um equilíbrio não alcançado no protótipo inicial (Fig.4). Desdobrámos o colar em três peças articuladas por dobradiças que permitem o seu rebatimento e uma inserção no corpo mais ergonómica. Inicial-mente foi produzido em branco, depois em cinzento (telegray) pela igual neutralidade, mas por funcionar como uma invocação de estruturas metálicas industriais que enfatizam o tom averme-lhado do cobre próximo ao da terra argilosa (Fig.5). 

No anel, após um primeiro protótipo com aro em pla que se assemelhava excessivamente à solução do colar, explorámos a versão de anel com as suas formas elementares em cobre que se entrelaçam com um plano em pla (Fig.6). A certa altura, a experimentação foi mais além, decor-rente de acidentes e improvisos na dobragem condicionada pela localização próxima das ranhu-ras, tendo sido trabalhadas curvaturas com raios variados, de certo modo mais rítmicas, mais musicais. 
Não se pretende que a joalharia decorra de uma miniaturização simplista das arquitecturas ima-ginadas, do mesmo modo que não se pretende que um par de brincos decorra da aplicação de um factor de escala ao desenho de outras peças da mesma linha.  Peças tais como os brincos denunciam na sua linguagem, uma estrutura similar à do colar, contudo plana, que corresponde à nota de assimetria do conjunto. Repete-se uma intenção comum aos brincos da linha anterior da mesma colecção: a possibilidade de se usar os brincos isoladamente ou de se lhes adicionar uma lâmina de cobre e encaixá-los numa base estrutural, sendo a sua volumetria composta por camadas em movimento aparente (Fig.7). O branco evidencia as mesmas formas relevadas em contraste com o a cor cinzenta da estrutura modular. Contudo, foi também produzida uma solu-ção cromática inversa para o caso do público-alvo pretender usar os brincos em conjunto com o colar, assegurando uma relação de contraste. Aprofundámos duas soluções finais com variante ao nível do número de módulos trapezoidais que integram as bases do par. 
Na presente linha de joalharia, incluímos ainda uma pulseira totalmente moldada a quente. A estrutura permanece aberta tal como no colar, permitindo ajustar-se de modo ergonómico ao antebraço.

 

3. Metodologia projectual e novas matérias na joalharia contemporânea

Instrumentos tais como desenhos esquissados à mão levantada ou maquetas foram alternados com o software de modelação tridimensional e impressão 3D, seguidos da prototipagem expe-rimental e produção, sem perdermos a conexão com o saber artesanal (Fig.8). Construímos mo-delos experimentais em cartão a partir dos desenhos, sobretudo no caso do colar e dos anéis. Estas estruturas efémeras conectam desenho e espaço e despertam definitivamente novas ideias. Assegura-se a relação com o trabalho artesanal e materiais tradicionais como o cobre, matéria mais plástica pela sua natureza, material menos macio para moldar do que a prata mas por si só um desafio. O cobre foi a segunda matéria escolhida lado a lado com o pla, pela sua cor pela sua versatilidade e resistência devido ao seu alto ponto de fusão. Por outro lado, este ma-terial torna o aro mais confortável e perfeito no acabamento, tendo sido contudo necessário proceder à aplicação de verniz de banana como protecção, face à rápida oxidação deste metal em contacto directo com a pele, sendo o esmalte a fogo uma alternativa a ser explorada na ter-ceira linha da mesma colecção.

Ao nível da execução, que é uma questão técnica mas também artística, uma das preocupações ao nível dos anéis é a de anular a leitura da solda que une os diferentes planos, pois sobressai sobre o cobre ao contrário da prata. Procedemos a passos habituais como forjar, limar, lixar e até esmerilar tendo havido um recurso complementar a ferramentas minicraft a fim de obtermos um acabamento mais perfeito. A dobragem antecedida de recozimento e operada através de diferentes tipologias de alicate e também de uma bigorna, continua a ser um fio condutor entre este e outros projectos, tendo optado de novo por um acabamento final escovado através de lixa mais áspera antecedido de passagem com palha-de-aço, mais estimulante ao nível sensorial pela sua textura mais agreste e arcaica.

Recorremos à modelação tridimensional de várias possíveis soluções. As impressões 3D interca-lares foram fundamentais, a fim de testarmos a escala das peças, os elementos lineares e de secção mínima que integram a estruturas, a qualidade e densidade necessárias para atingir um resultado eficaz minimizando longos tempos de impressão, as dobradiças (colar) ou reentrâncias nas quais são encaixadas as lâminas metálicas (caso dos brincos). 

 

4. Conclusões

Na joalharia contemporânea e identidade e valor estético não derivam necessariamente do va-lor do seu material, algo que se começou a fazer sentir em meados do século passado. A chama-da bijuteria nascera no século XVIII  e era utilizada como alternativa às jóias usadas pelas classes alta e média emergente, como medida de segurança sobretudo em viagens. Todavia foi Chanel que a elevou enquanto acessório do quotidiano através do contributo criativo do duque Fulco di Verdura (PEZZOLO, 2009, p.102). Após o desenvolvimento de parcerias do sector joalheiro com artistas plásticos como Calder ou Picasso, é de igual modo interessante assistir a uma nova cor-rente que marca a Trienal de Milão em 1951, personificada por Mario Pinton (1952), fundador da Escola de Pádua, que veio contrariar a ideia de miniaturização de linguagens já codificadas na pintura e na escultura, exaltando o trabalho de forja que traz ao de cima a qualidade essencial das formas, do material moldado e domado, da luz (CAPPELLIERI, 2016, p.113). Esta atitude tem continuidade no presente: “Probablemente es un desafio que no tiene explicación racional y, sin embargo, es fácil d entender si pensamos que la joyéria en oro y plata fabricada, en grandes series no tiene más valor que el de su peso. Qué artista, en cualquier época de la historia, acep-taría que el valor de su obra consistiera solo en el peso de la pintura, la arcilla o el mármol?” (PASTOR, 2014, p.5). Nesta perspectiva de mudança de paradigma, Alba Cappellieri sintetiza cin-co cenários futuros que se advinham. Destacamos a tendência Avant-craft, centrada na experi-mentação artesanal, no papel das vanguardas artísticas e na joalharia experimental de autor, feita por aqueles que investem na investigação e experimentação expressiva. A mesma autora evidencia que se trata de uma investigação independente que intersecta linguagens, materiais e técnicas heterogéneas, sendo possível enquadrar o presente projecto neste tipo de atitude projectual (CAPPELLIERI, 2016, p.33). Encaramos estas peças de joalharia como um projecto ab-solutamente experimental, de conciliação entre técnicas tradicionais e novos modos de produ-ção, um Saber Fazer aliado ao Saber Pensar, em que cada peça continua a ser lida como objecto único e irrepetível que comunica com o seu público-alvo. 

 

Fig. 1 – Moodboard sistematizador de imagens de referências ou inspiração e do perfil do público alvo.

Fonte: Mónica Romãozinho (2017).

 

Fig. 2 – O desenho de arquitectura foi a principal inspiração nesta colecção. Utopia #VII-2. Aparo e ecoline s/papel. 35x27 cm.

Fonte: Mónica Romãozinho (2017).
 

 

Fig. 3 – Colecção “Espaços possíveis mas improváveis”: esquissos.

Fonte: Mónica Romãozinho (2016).

 

Fig. 4 – Colecção “Espaços possíveis mas improváveis”: Protótipo final de colar. Mónica Romãozinho.

Fonte: Mónica Romãozinho (2017).

 

Fig. 5- Colecção “Espaços possíveis mas improváveis”: pormenor de um dos três colares produzidos assim como da pulseira.

Fonte: Mónica Romãozinho (2017).
 
 

Fig. 6 – Colecção “Espaços possíveis mas improváveis”: anel em cobre e brincos (protótipos finais).

Fonte: Mónica Romãozinho (2017). Fotos: Mónica Romãozinho | Ana Romãozinho.

 

Fig. 8 – Colecção “Espaços possíveis mas improváveis”: protótipos experimentais em pla, cartão, cobre.


Fonte e Foto: Mónica Romãozinho (2017)

 

Acknowledgments

This paper was presented at 6th EIMAD – Meeting of Research in Music, Art and Design, and published exclusively at Convergences.

 

Referências Bibliográficas

BABETTO, G., 2004. In Maestros de la Joyería contemporánea. Barcelona: Promopress.
BACHELARD, G., 1996. A Poética do Espaço. Trad. por Antonio de Pádua Danesi. São Paulo: Mar-tins Fontes (obra original publicada em 1957). 
BALDINI, M., 2015. A invenção da moda: as teorias, os estilistas, a história. Lisboa: Edições 70 (obra original publicada em 2005). 
CAPELLIERI, A., 2016. Brilliant! I futuri del gioiello italiano. XXI Esposizione Internazionale della Triennale di Milano. Mantova: Corraini Edizioni. 
PASTOR, C., 2014. In Maestros de la Joyería contemporánea. Barcelona: Promopress.
PEZZOLO, D., 2009. Por dentro da moda: definições e experiências. São Paulo: editora Senac. 
PIERI, P., 2003. Introdução a Jung. Biblioteca Básica de Filosofia. Lisboa: Edições 70.
SOARES, B., 1995. Livro do Desassossego: 1.ªparte. Mem Martins: Publicações Europa-América. (obra original publicada na íntegra ou quase na íntegra em 1982)
WRIGHT, F.L., 1908, March. In the cause of Architecture. Architectural Record ,23. 155-221.

Reference According to APA Style, 5th edition:
Romãozinho, M. Silva, F. ; (2018) Do Espaço Imaginado à Jóia Materializada: Processos Criativos. Convergências - Revista de Investigação e Ensino das Artes , VOL XI (21) Retrieved from journal URL: http://convergencias.ipcb.pt