Imagem e Experiência das Cidades: Análise Sobre o Imaginário de Lisboa no Instagram

Image and Experience of Cities: Analysis on a Lisbon Imaginary on Instagram

Feijó, V. Oliveira, F. Gomez, L.

UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
ISEC - Instituto Superior de Educação e Ciências
UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina

Retirado de: http://convergencias.esart.ipcb.pt

RESUMO: O presente artigo tem como tema a análise da imagem da cidade de Lisboa a partir do universo da internet, especificamente o Instagram. Leva-se em consideração o atual momento da sociedade contemporânea, na qual a imagem obtém grande valor no cotidiano dos indivíduos, principalmente a partir da ascensão dos smartphones, em que se torna mais fácil compartilhar as imagens dos lugares visitados e habitados. Para a realização da análise, trabalhou-se com os princípios da Teoria Fundamentada, em que o pesquisador faz uma apoximação ao campo de pesquisado para depois buscar as teorias que fundamentam as análises. Foram definidas como universo de análise as hashtags #lisboncity, #lisbon, #lisboacity,  #lisboa, que resultou em uma amostra de 277 (duzentas e setenta e sete) fotos, catalogadas, categorizadas e por fim analisadas a partir da técnica de análise morfológica. Os resultados apontam para elementos representativos, como questões do ambiente urbano, monumentos históricos e religiosos, gastronomia entre outros, que compõem imaginário coletivo da cidade de Lisboa. 

PALAVRAS-CHAVE: Imagem; Experiência; Imaginário; Cidade; Lisboa.

ABSTRACT: This paper presents the analyses of Lisbon city image taking into account the internet universe, specifically Instagram. It considers the current moment of contemporary society which the image has high value in the daily life of individuals. This happens mainly because the ascension of smartphones which facilitate the images sharing of visited and inhabited places. For this analysis the principles of the Grounded Theory were applied, where the researcher gets close to the research field and later seek the theories that support the analyses. The hashtags #lisboncity, #lisbon, #lisboacity, and #lisboa were defined as the universe of analysis resulting in a sample of 277  photos. These photos were catalogued, categorized, and analysed using morphological analysis technique.   The results lead to representative elements such as urban environmental issues, historical and religious monuments, gastronomy, and others. These elements form the collective imaginary of Lisbon city.

KEYWORDS: Image; Experience; Imaginary; City; Lisbon.

1. Introdução

Na sociedade contemporânea, fotografar e compartilhar imagens é uma constante rotina, transferindo a ideia dos álbuns físicos de fotografias para os espaços virtuais como os sites de mídias sociais (facebook, instagram, tumblr, entre outros), criando assim novas formas de construção do imaginário e das imagens ao redor do mundo. 
No contexto das cidades, é possível perceber que as representações da identidade e as experiências são marcadas pela dimensão visual, que se materializam na circulação dos registros existentes nos diferentes suportes, pelos diferentes atores que compõem o tecido identitário do lugar, destacando-se características e experiências que fomentam o imaginário coletivo da cidade. 
A sociedade contemporânea vive cada vez mais em função da imagem, o homem tende a projetar a “magia” das imagens sobre o mundo. Os indivíduos vivenciam situações, agem, consomem, e criam seu ambiente em função da imagem. Mafessoli (1995) trabalha a imagem na atualidade não no sentido de alienação, mas no sentido de comunhão, a imagem atua como catalisador desenvolvendo imaginário coletivo.
No universo da internet, fomentado principalmente pelo aumento de smartphones e pelo uso de site de mídias sociais como o Instagram, as representações das cidades passam por uma construção individual e coletiva que se processa em paralelo, no sentido de que a partir de hashtags [1] conseguimos reunir em um curto espaço de tempo um mosaico digital representativo do universo visual de uma determinada cidade. 
Nesse cenário, o presente trabalho tem como objetivo analisar a representação da imagem da cidade de Lisboa no Instagram, uma das mídias sociais que mais crescem no mundo, buscando compreender qual a representação da imagem da cidade e como tal imaginário vem sendo construido a partir das fotografias compartilhadas. 
Parte-se do entendimento de que a representação imagética da cidade na internet é fruto da transformação e do aumento da disponibilidade e do acesso as tecnologias de informação e comunicação (TIC’s) disponíveis na sociedade, bem como de um retorno ao encatamento da mágia da imagem como proposto por Maffesoli (2012), não no sentido mitológico das imagens, mas no sentido de construção de significados sociais, capazes de unir os indivíduos e potencialiar experiências de pertença em torno de uma imagem. 
Assim sendo, a possibilidade de realização de uma análise no ambiente digital, como o Instagram, com catalogação de imagens compartilhadas pelos usuários, reunidas a partir do uso hashtags, apresenta-se como uma forma de compreensão da própria imagem e das experiências da cidade, na medida em que é possível verificar a materialização e o compartilhamento voluntário dos elementos que representam o universo visual de determinada cidade. 

 

2. Metodologia

A metodologia utilizada para a construção desta pesquisa baseia-se nas considerações apresentadas por Fragoso, Recuero, and Amaral (2011), acerca dos princípios da Teoria Fundamentada (TF) na construção e análise de objetos no universo da internet. Trata-se de uma pesquisa quanti-quali, de caráter explicativo, no qual, primeiramente procurou-se uma aproximação com o campo de pesquisa, para posteriormente, desenvolver-se o registro e análise dos dados. 
A Teoria Fundamentada ou Grounded Theory, como é chamada por seus preconizadores, Glaser e Strauss tem como principal objetivo a perspectiva de que a teoria deve emergir dos dados e assim possibilitar uma consistente observação, comparação, classificação e análise, permitindo ao pesquisador experimentar o campo empírico, examinando os elementos e construindo as percepções através de reflexão sistemática dos dados tal como, Fragoso, Recuero, and Amaral (2011) mencionam.
A pesquisa contemplou as fases: (1) exploratória; (2) escolha das hashtags a serem estudadas; (3) seleção das postagens; (4) organização dos dados obtidos e categorização dos mesmos (5) revisão da bibliografia; (6) desenvolvimento das análises. 
A fase exploratória e a escolha das hashtags ocorrem de forma paralela, tendo como base para a pesquisa o ambiente do Instagram e a busca por um enquadramento que estivesse alinhado ao objetivo da pesquisa. Neste sentido, verificou-se que as hashtags que apresentavam resultado mais relacionado ao universo visual da cidade eram #lisboa, #lisbon, #lisboacity e #lisboncity, ficando assim definidas.
Para captura das imagens, utilizou-se o software Stogram [2], que permite o mapeamento, visualização e download de diferentes hashtags diretamente no computador, facilitando assim o monitoramento das postagem. Além disso, a partir da primeira seleção, as fotos selecionadas foram baixadas, e os links diretos para as publicações salvos.
Após a captura das imagens foi elaborado o instrumento para catalogação das mesmas, para isso foi desenvolvida uma tabela no software Excel [3], com base no estudo de Donaire and Galí (2011), em que são apresentadas categorias para análise da imagem de um destino. Por esse se tratar da análise do imaginário de uma cidade no Instagram, foram feitas as devidas adaptações para que o objetivo proposto fosse atingido. 
A planilha desenvolvida para análise conta com os itens: número e código de identificação da postagem; descrição da foto analisada; link direto para o perfil; grau de humanização; categoria analisada e; por fim elemento fotografado. Tal planilha foi desenvolvida seguindo o proposto por Donaire and Galí (2011), entretanto foram incluídos alguns itens que mostraram-se necessários no contexto desta análise.
Em relação ao grau de humanização subdividiu-se em turistas, residentes, turistas e residentes, não aparece ninguém na foto ou não é possível identificar. Já dentro das categorias analisadas, buscou-se por observação direta verificar o que estava sendo fotografado, ficando assim separado: monumento religioso; patrimônio histórico/cultural; museu/memorial; diversão/entretenimento; rua; praça/parque/jardim; porto/estação; praia; gastronomia; horizonte e outros. Sobre o elemento fotografado procurou-se verificar se: tratava-se de um detalhe; era o elemento inteiro; apresentava o elemento dentro do contexto ou de maneira panorâmica (DONAIRE AND GALÍ, 2011).
As imagens foram inicialmente catalogadas e depois da primeira observação foi necessário uma nova seleção, passando agora por filtro que tinha em consideração questões como: se a foto era apenas um selfie; se apresentava a hashtag mas retratava outro local/cidade; tratava-se de publicidade ou propaganda; estavam repetidas nas hashtags ou não apresentava características passíveis de análises. Para isso, as imagens foram abertas uma a uma diretamente no Instagram e verificadas, excluindo-se as que não eram passíveis de aplicação do filtro. A amostra final das imagens ficou em 277 (duzentas e setenta e sete fotos), sendo 74 da #lisboncity, 55 #lisbon, 70 #lisboacity, 78 #lisboa.
Para análise dos dados, utilizou-se a análise morfológica de conteúdo, em que foi possível interpretar os resultados, a partir das categorias previamente estabelecidas, tornando-os significativos e válidos para o objetivo da presente pesquisa (BARDIN, 2016). 
Os resultados são apresentados a seguir, juntamente com a revisão da bibliografia que buscou as teorias que deram suporte ao desenvolvimento dos resultados e considerações, estabelecendo-se relações entre os conceitos e discussões já desenvolvidas por diferentes autores e os dados obtidos, que possibilitaram a análise da representação da imagem da cidade de Lisboa no Instagram.     

 

3. A Imagem e o Imaginário Coletivo

A imagem permeia a cultura humana como forma de expressão desde as pinturas pré-históricas das cavernas, transformando-se e evoluindo com a humanidade, passando pela escrita, pela fotografia, imagem em movimento, até chegar na sociedade atual, que é permeada, que vive, consome, contempla, codifica e decodifica imagens diariamente.
Vale destacar, que a cultura imagética, caracterizada pela “civilização da imagem” atinge realmente grande expansão a partir do final do século XX, na qual as informações da vida cotidiana passam a ser cada vez mais permeadas de mensagens visuais, e posteriormente, com a saturação da modernidade e com o retorno de valores emocionais e mágicos, a imagem passa a ser mais valorizada (MAFFESOLI, 2012). O autor destaca que a estetização em partes estimulada pelo design, foi deslocada para diferentes aspectos da sociedade, ganhando assim um poder de fazer “agir e reagir” para além de uma mera percepção.  
Destaca-se a ideia de Flusser (2002), que trabalha a imagem sob o conceito de imagem técnica, produzida por aparelhos. A grande diferença da imagem tradicional para a imagem técnica é que elas serão carregadas de conceitos. Um tipo de imagem técnica é a imagem fotográfica, ou seja, para Flusser (2002), as fotos não representam o mundo, mas sim conceitos relacionados a ele e que são resultado da imaginação. 
 
O caráter mágico das imagens é essencial para a compreensão das suas mensagens. As imagens são códigos que traduzem eventos em situações, processos em cenas. Não que as imagens eternalizem eventos; elas substituem eventos por cenas. E tal poder mágico, inerente à estruturação plana da imagem, domina a dialética interna da imagem, própria de todas as mediações e que nela se manifesta de forma incomparável (FLUSSER, 1998, p. 28).

Nesta perspectiva, a imagem teria como função mediar a relação entre homem e mundo, libertando a sociedade de pensar conceitualmente, substituindo a consciência histórica, por uma consciência mágica. Porém, ao fazer isso, o homem acaba por produzir certa alianação, pois ao invés de se aproximar do mundo, ele produz imagens, que imaginam o mundo e passa a viver em função delas. 
É nesta perspectiva que verifica-se a presença da imagem no ambiente da internet, principalmente nos sites de mídias sociais como o Instagram, que possui mais de 800 milhões de usuários ativos por mês e mais 95 milhões de fotos carregadas por dia [4]. Portanto, a imagem hoje é objeto do cotidiano, instaura-se na vida dos indivíduos - quer seja ela uma imagem “crua”, livre de manipulação, ou uma imagem em que os significados e conceitos foram planejados - elas acabam não apenas por representar e dar sentido as coisas, mas também por caracterizar aquilo que podemos chamar de sociedade da imagem. 
Para Maffesoli (2012) o carater mágico da imagem apresenta-se na ideia do partilhar comum, que encontra na internet um campo de propagação. A imagem é vetor de religação, estabelece vínculo. Esse partilhar produz um laço social e emocional capaz de criar, ao redor de uma imagem, uma comunidade e até mesmo uma cultura. Os indivíduos passam a consumir e seguir tendências que aparecem nas imagens.
Trata-se de um reencantamento do mundo, ou seja, se no período da modernidade como apontado por Weber (apud NOBRE, 2004) o homem deixa de acreditar no caráter mágico, religioso e de outras crenças, além do plano científico, tornando o mundo “duplamente desencatado”, na pós-modernidade, a imagem retoma tal ideia de magia, de prazer cotidiano, de comunhão entre os indivíduos e assim o retorno ao imaginário (Maffesoli 2012).
Para o autor, “o imaginário é o estado de espírito de um grupo, de um país, de um Estado-nação, de uma comunidade, ele estabelece vínculo. É cimento social. Logo, se o imaginário liga, une numa mesma atmosfera, não pode ser individual”. (MAFFESOLI, 2001, p.76). Na realidade contemporânea, em que as experiências são marcadas pelo imediatismo dos momentos, observa-se que a construção do imaginário acontece quase que de modo inconsciente, sendo que no universo da internet, o registro e compartilhamento de imagens  torna-se mais intenso e efêmero, pois carrega as características do tempo e espaço em que se propagada, tempo este que é o do “aqui e agora” (BAUMAN 2001; Hall 2014; Maffesoli 2001).
Na perspectiva dos estudos de Durand apud (Anaz et al. 2014), o homem adota atitudes imaginativas que resultam na percepção, produção e reprodução de símbolos, imagens, mitos e arquétipos que formam o imaginário. A função principal desta formação seria levar o homem a um equilíbrio biopsicosocial diante da percepção da temporalidade e, consequentemente, da finitude. 
Para SILVA (2003, p. 3) “O imaginário é um reservatório/motor. Reservatório, agrega imagens, sentimentos, lembranças, experiências, visões do real que realizam o imaginado, leituras da vida e, através de um mecanismo individual/grupal, sedimenta um modo de ver, de ser, de agir, de sentir e de aspirar ao estar no mundo”. Pode-se perceber, que o imaginário é construido de forma contínua, como parte do indivíduo e da sociedade, sendo responsável pela comunicação e construção cultural, representando o mundo por imagens e muitas vezes determinando os lugares que se vive e se quer viver.
Como objeto de religação, de força propulsora e de reservatório de lembranças e sentimentos (MAFFESSOLI, 2012; ANAZ et al., 2014 e SILVA, 2003), o imaginário dissemina-se na era da aceleração tecnológica principalmente a partir dos smartphones. Tecnologia móvel e que hoje atua de maneira ubíqua na sociedade, os smartphones possibilitam o registro pontual, descompromissado e efêmero que o imaginário contemporâneo emana. 

 

4. A Imagem como Experiência Digital das Cidades

A representação das cidades, no discurso visual fotográfico, apresentado principalmente no ambiente da internet é fruto da transformação e mudanças principalmente ocorrida a partir da disseminação das TIC’s (Tecnologias de informação e comunicação) na sociedade. As diferentes formas de produção e disseminação de conceitos e sentidos, resultam no chamado ciberespaço, ou seja, um território vasto e sem fronteiras que incorpora características de outros sistemas de significação (vídeo, cinema, rádio, jornal, livro, pintura, fotografia) e que avança enquanto dispositivo diferencial marcado pela lógica digital (FEIJÓ 2014).
O ciberespaço, dispositivo de comunicação interativo e comunitário, apresenta-se como um instrumento de inteligência coletiva. É um espaço onde a dimensão teórica interage com a dimensão cultural, visto que ambas englobam a dimensão social e coletiva da rede. As interações produzidas neste espaço resultam na cibercultura, que não possui um centro ou diretrizes, mas que aceita os diferentes pontos da rede sempre em constante expansão, permitindo que qualquer usuário se torne um produtor ou emissor de conteúdos para qualquer outro ponto da rede. (LÉVY 2000); (LEMOS 2002)
De acordo com Fragoso, Rebs e Barth (2011), a ausência de materialidade não impede que a representação da cidade no ambiente virtual, seja capaz de se desdobrar e gerar nos usuários sentimentos de reconhecimento e pertencimento, caracterizando uma vinculação identitária. 
A fotografia e compartilhamento de imagens, como já destacado, não são um fenômeno recente, mas que ampliou-se na perspectiva do aumento dos dispositivos móveis na sociedade, a popularização da internet e dos sites de mídias sociais a exemplo do Instragram. Essa mudança passa também a criar novos imaginários que podem influenciar na construção da imagem de uma cidade.
Na dimensão das cidades, elas são consideradas como locais de aglomeração populacional nas quais o cidadão estabelece relações sociais, culturais e comerciais, que vão se consolidando ao longo do tempo e através das quais cria a estrutura, identidade e significado da sua imagem. Para Gehl (2015), as cidades são espaços de compartilhamento, locais onde as pessoas se encontram para trocar ideias, relaxar e se divertir.
Uma cidade, é constituída por pessoas, cultura, atividades, acesso, interações, estrutura básica, arquitetura, semelhanças e diferenças percebidas em relação a outros lugares, além de outros fatores que produzem seu caráter autêntico, ou seja, a identidade do lugar. 

As representações da cidade são baseadas em experiências sociais e de aquisição de diferentes valores e podem também constituir uma profunda expressão da subjectividade de uma pessoa, através dos seus pontos de referência e experiências urbanas. Estas crenças, referências e experiências são expressas através de atitudes em relação à cidade. (GUERREIRO, 2008, p. 98).

Cada pessoa irá estabelecer relações com diferentes partes de uma cidade, que fará com que a imagem desta carregue diferentes memórias e significação (LYNCH 2011). Cada lugar deve ser único para dar sentido a diferentes públicos, assim, o lugar que é parte, também representa o todo e difere-se do todo enquanto parte (Castrogiovanni, 2009).
Para Lynch (2011) a imagem de uma cidade é ao mesmo tempo uma sobreposição da imagem que muitos indivíduos têm sobre ela, construindo assim a ‘imagem pública’. Essa imagem segundo o autor, deve ser levada em consideração, pois ela faz parte do processo de construção da marca do lugar. Trata-se de uma abordagem complexa em relação à imagem de um lugar e à percepção que é construída em torno dela. 
Essas imagens são resultado de fatores como elementos físicos do lugar, significado social, função, história e nome. O autor destaca os elementos da imagem ligados principalmente às formas físicas e classifica-os em cinco tipos: vias, limites, bairros, cruzamentos e elementos marcantes (LYNCH 2011). Esses elementos interagem entre si e com outros e ajudam a constituir a imagem do lugar.
A experiência da cidade liga-se à imagem que a mesma possui, no sentido em que é capaz de materializar e dar forma a essas experiências e que, por conseguinte, devem estar vinculadas à identidade da cidade. A identidade, por sua vez, contempla o ambiente físico, as atividades desenvolvidas, o significado definido pelos atores e o ‘genius loci’ – o espírito do lugar (ZAKARIYA 2006). Para Castrogiovanni (2013), as experiências, principalmente turísticas, acontecem por meio de ‘caminhos’ que são percorridos pelas pessoas nos lugares. Tais caminhos possuem características tanto materiais como imateriais, e é através dos caminhos que as pessoas construirão os significados pelos quais a imagem da cidade será composta. 
Gehl (2015) aborda a questão de maneira semelhante quando destaca a importância das cidades e dos lugares como espaços de fluxos, e reforça que as experiências podem ser potencializadas tornando os lugares cada vez mais convidativos, as cidades mais vivas e com atrações que estimulem as pessoas a explorarem diferentes caminhos.
Experienciar a vida na cidade é também um entretenimento estimulante e divertido. As cenas mudam a cada minuto. Há muito que se ver: comportamentos, rostos, cores e sentimentos. E essas experiências estão relacionadas a um dos mais importantes temas da vida humana: as pessoas. (GEHL, 2015, p. 23).
É nesta perspectiva, que observa-se que a experiência da cidade ligada a internet, foca-se no acúmulo das imagens publicadas pelos moradores, turistas, gestores que percorrem diferentes caminhos e potencializam que outros indivíduos possam conhecer virtualmente a “cidade” percorrida por eles.  Para (Donini and Cunha, 2014) a imagem do cotidiano, das lembranças delimita bem a experiência estática da contemporaneidade. Essa experiência é composta por uma série de situações, momentos, encontros que são justapostos. 
O Instragram, como ferramenta disponível no ciberespaço, oferece aos usuários uma forma bastante simples de acessar essas imagens que são disponibilizadas num grande mosaico experiencial, permitindo aos usuários, numa escala mundial, avaliar as imagens, conhecer e imaginar os lugares antes mesmo, ou não indo até eles. Os usuários, tiram fotos para “dar forma” a uma experiência vivida. Assim, um passeio pela rua, uma ida ao trabalho, uma viagem de turismo deixa de ser só o momento e passa a ser um registro, de lembranças e vivências passadas, de ressignificação e de ligação com outros (Donaire and Galí 2011). 
Lynch (2011), afirma que a cidade precisa apresentar clareza e legibilidade, atributos que serão responsáveis pelo prazer e segurança emocional dos habitantes e turistas para se descolarem pela mesma. Essa clareza é caracterizada pela percepção dos habitantes acerca da cidade. Para ele, a cidade precisa ser altamente imaginável ou seja “convidaria o olho e o ouvido à atenção” (LYNCH, 2011, p. 11). 
Retomando a ideia de ligação por meio da imagem e da construção dos imaginários proposta por Maffesoli (2012) e Durand (2011), verifica-se que é por meio dos registros fotográficos que serão atribuídos valores a imagem da cidade. Portanto, as representações das cidades no ambiente digital, especificamente no caso Instagram é capaz de colaborar com o entendimento da formação do imaginário da cidade, do modo como os indivíduos veem, vivem, habitam e experimentam a cidade.

 

5. Resultados e discussões

A seguir são apresentados os resultados e discussões, a partir das abordagens desenvolvidas até o momento, buscando-se compreender a representação da imagem da cidade de Lisboa no Instagram, uma das mídias sociais que mais crescem no mundo. O Instagram surgiu em 2010 e em pouco tempo transformou-se em um dos aplicativos mais baixados e utilizados em todo o mundo. A plataforma atualmente tem mais de 800 milhões de usuários e configura-se como um dos maiores álbuns de fotografias digitais da história da humanidade [5].
Já a cidade de Lisboa, em Portugal, é a mais populosa do país e configura-se como a capital nacional. Atua como um dos principais centros econômicos europeus e é caracterizada por uma atmosfera de história, arte, cultura, gastronomia, entre outros atributos [6]. Com um passado que possui mais de 20 séculos, Lisboa é banhada pelo Rio Tejo e arquitetada em bairros típicos (Baixa Pombalina, Belém, Bairro Alto, Chiado, Bica, Alfama e Mouraria), zona ribeirinha, casas de Fado, parques, jardins e miradouros. Monumentos como o Castelo Medieval de São Jorge, Catedral Medieval Sé, Torre de Belém, Mosteiro dos Jerónimos, Panteão Nacional, Praça Terreiro do Paço e a Baixa são algumas das atrações da cidade que fazem com que milhares de pessoas registrem as imagem e compartilhem com o mundo [7]. 
Para o desenvolvimento da análise primeiro foi realizada uma aproximação exploratória ao campo pesquisado, no qual foi possível perceber que existe uma variedade de imagens compartilhadas pelos usuários no Instagram e que ligam-se a partir de diferentes hashtags. Desta forma, foi necessário definir quais seriam os focos de catalogação, a fim de que os resultados pudessem ser mais proveitosos. Neste sentido, utilizou-se as: #lisbon, #lisboa, #lisboacity e #lisboncity. As imagens foram capturadas a partir do software de Stogram categorizadas seguindo as ideias de DONAIRE; GALÍ (2011).
Foram analisadas no total 277 (duzentas e setenta e sete) imagens, em diferentes aspectos apresentados que resultaram em um quadro geral de postagem apresentado na Tabela 1. 

 

Tabela 1. Principais hashtags das categorias fotografadas

Fonte: Elaborada pelos autores (2017)

 

Pensamos ser relevante mencionar que nesta classificação, algumas das imagens podiam fazer parte de uma ou mais categoria, sendo por exemplo, enquadrado como um elemento urbano, inserido em uma praça ou jardim. Desta maneira, é possível observar que os destaques estão para as questões relacionadas aos elementos urbanos, representando 22,81% das imagens analisadas. Ou seja, aquilo que foi abordado pela revisão bibliográfica, que o indivíduo hoje compartilha seu caminho diário e cotidiano, aquilo que “aparece” e se faz perceber nos trilhos que estão sendo seguidos. Já patrimônio histórico cultural da cidade, representando 20,42% das imagens classificadas, demonstra que a Lisboa possui uma imagem intimamente ligada a tais questões. 
Na análise em relação ao grau de humanização (tabela 2), buscou-se verificar a presença de pessoas nas imagens e se era possível identificar os turistas e residentes. Para isso, durante a amostra excluíram-se as fotos de selfies a fim de não comprometer a análise proposta.

 

Tabela 2. Grau de humanização das imagens 
Fonte: Elaborada pelos autores (2017)
 

Observa-se que no compartilhamento das imagens de Lisboa, o destaque não está nas pessoas que aparecem nas fotos, mas sim no cenário, no ambiente urbano que a cidade se constitui, contribuindo assim para a construção do imaginário da cidade na web.  Verifica-se, que em 64% das imagens, não são retratadas pessoas, em 29% não é possível identificar quem aparece, no sentido de que são imagens de um agrupamento, ou de passantes ou até mesmo de viajantes em transporte urbano. 4% das imagens mostram claramente a relação do turista com a cidade, 3% destacam-se os residentes, em atividades locais ou de trabalho diário e apenas 1% turistas e morados aparecem juntos.
Na busca pelo entendimento de como as fotografias retratavam a cidade, também realizou-se uma categorização em relação ao posicionamento dos objetos/pessoas/ /elementos principais nas fotos. 



Tabela 3. Posicionamento dos elementos principais na foto.

Fonte: Elaborada pelos autores (2017)

 

Nesta análise, as imagens podiam ser enquadradas em mais de uma categoria, sendo que o maior destaque observado é para detalhes de elementos fotografados 45%, e imagens em perspectiva panorâmica 24%. Já elementos inteiros obtiveram 11% das classificações e os elementos dentro do contexto em que fazem parte obtiveram 20% das classificações. 
Observa-se por exemplo, que nos destaques das porcentagens das classificações, em relação a uma perspectiva macro, as imagens apresentadas mostram detalhes dos elementos urbanos da cidade (Figura 1), o que colabora com a ideia de que esse compartilhamento e construção coletiva a partir das hashtags, contribui para a representação da cidade de Lisboa na internet.  

 

Fig. 1 – Exemplo de imagens dos detalhes da cidade   


Fonte: Elaborado pelos autores (2017) a partir das hashtags: #lisbon, #lisboa, #lisboacity e #lisboncity  

 

Fig. 2 – Exemplo de imagens de monumentos 


Fonte: Elaborado pelos autores (2017) a partir das hashtags: #lisbon, #lisboa, #lisboacity e #lisboncity 

    

Na análise de cada uma das categorias, buscou-se levantar quais locais ou elementos mais fotografados, como e “se” a presença humana existia. Em relação aos monumentos religiosos, os registros obtidos foram relacionados aos principalmente aos seguintes locais da cidade: Cemitério dos prazeres; Mosteiro dos Jerônimos; Igreja da Sé de Lisboa e Convento do Carmo (Figura 2). 
Na categoria patrimônio histórico cultural, verifica-se o que é destacado por Maffessoli (2012) no sentido de que mesmo individualmente, as imagens se cruzam e o imaginário da cidade vai sendo construído a partir de experiências que são muito parecidas. Assim, os elementos que mais destacam-se no universo da cidade de Lisboa de acordo com a amostra analisada são: Castelo de São Jorge, Panteão Nacional, Ponte 25 de Abril, Arco da Rua Augusta, Praça do Comércio, Palácio da Justiça, Torre de Belém, Praça dos Restauradores, Elevador de Santa Justa e Padrão dos Descobrimentos (Figura 3).

 

Fig. 3 – Exemplo de imagens do Patrimônio histórico e cultural da cidade  

Fonte: Elaborado pelos autores (2017) a partir das hashtags: #lisbon, #lisboa, #lisboacity e #lisboncity     

 

Fig. 4 – Exemplo de postagem Museus da cidade

Fonte: <https://www.instagram.com/p/BcDbicFFs6w/?tagged=lisboncity> Acesso em: 01 de dezembro de 2017

 

Em relação aos museus, observa-se que pouco é compartilhado acerca desse universo, porém a arte urbana, com os grafites e intervenções artísticas nas ruas, aparecem com frequência, ganhando destaque até mesmo com postagens  em que existe uma sequência de imagens do mesmo lugar fotografado. Os museus que aparecem nas imagens catalogadas são: Museu do Carris, Museu da Eletricidade (MAAT) e Museu Nacional do Azulejo (figura 4).
Em relação às ruas, muitas das fotos são das escadas e pequenos becos presentes em grande parte dos bairros típicos da cidade. As paredes de azulejos, as portas coloridas, os trilhos dos elétricos e os grafites são destaque no cenário fotografado. Os locais de maior frequência de publicação foram: LxFactory, Bairro Alto, Alfama, Baixa Chiado e Praça do Comércio (Figura 5). O período do dia varia bastante, fotos diárias tem destaque, principalmente em quando conseguem deixar evidente o céu azul. Já as fotos noturnas aparecem sempre buscando mais detalhes. 

 

Fig. 5 – Exemplo de imagens sobre as Ruas da cidade   


Fonte: Elaborado pelos autores (2017) a partir das hashtags: #lisbon, #lisboa, #lisboacity e #lisboncity     

 

Fig. 6 – Exemplo de postagem praças, parques, jardins e miradouros 

Fonte: <https://www.instagram.com/p/BcDbicFFs6w/?tagged=lisboncity> Acesso em: 01 de dezembro de 2017
 

As praças, parques, jardins e miradouros são os mais variados. Como em outras categorias, a Praça do Comércio é destaque e retratada de diferentes ângulos. Entretanto, aqui observa-se a presença de imagens do Miradouro de Santa Catarina, Jardim Zoológico, Parque das Nações, Praça Martim Moriz, Miradouro Portas do Sol, Jardim da Estrela, Praça do Rossio e Miradouro no Chiado (Figura 6).
Os diversos elementos urbanos, que compõem a tessitura da cidade são os que mais se destacam nas imagens analisadas. A arquitetura é retratada a partir de prédios, destaques de casas e azulejos, das portas coloridas e dos pequenos jardins (figura 7) 

 

Fig.7 – Exemplo de imagens de elementos urbanos


Fonte: Elaborado pelos autores (2017) a partir das hashtags: #lisbon, #lisboa, #lisboacity e #lisboncity

 

Fig. 8 – Exemplos de imagens de Elementos urbanos  

                 
Fonte: Elaborado pelos autores (2017) a partir das hashtags: #lisbon, #lisboa, #lisboacity e #lisboncity
 
 

O elemento que sem dúvida pode ser considerado como o mais fotografado e compartilhado, com certeza é o Elétrico 28 e suas variações. Ele aparece inserido em diferentes contextos, ruas, momentos do dia, ângulos, com pessoas a bordo e sem ninguém. Parece ele ser a imagem mais representativa da cidade no Instagram. Complementando essa ideia, tem-se o elevador da Glória e da Bica, que também destacam-se como elementos da cidade de Lisboa e os famosos TukTuk’s (Figura 8). 
Já em relação ao grafite como elemento urbano, observa-se que o mesmo compõem esse imaginário e é retratado com cuidado, muitas vezes sendo trabalhado em sequencias de foto ou em detalhes que destacam a obra e deixam em relevo a mensagem que está sendo repassada. 
Em contraste com a arte urbana, observa-se a forte presença da Ponte 25 de Abril, que fotografada de longe ou de perto, materializa a experiência direta de contato com o Rio Tejo (Figura 9). 

 

Fig.9 – Exemplos de Postagem Ponte 25 de Abril 


Fonte: <https://www.instagram.com/p/BcIAtqCB9UV/?tagged=lisboacity> Acesso em: 01 de dezembro de 2017

 

Na categoria de gastronomia, verifica-se a presença do vinho, do pão, dos queijos e principalmente, dos pastéis de Belém. Os mercados locais como de Campo de Ourique, Algés e o Mercado da Nova Ribeira, são locais de destaque também nesta categoria. A ginginha como bebida tradicional e os mariscos e especiarias do mar também podem ser identificados nas imagens (Figura 10).

 

Fig. 10 – Exemplos de imagens de gastronomia        


                          
Fonte: Elaborado pelos autores (2017) a partir das hashtags: #lisbon, #lisboa, #lisboacity e #lisboncity

 

Fig. 11 – Exemplos de outras imagens

Fonte: Elaborado pelos autores (2017) a partir das hashtags: #lisbon, #lisboa, #lisboacity e #lisboncity

 

As demais categorias, como entretenimento e diversão, porto e estações, praia, horizonte e outros, apresentam imagens que na sua grande maioria já estavam elencadas por outras categorias já analisadas (Figura 11).
Questões como moradores de rua, universidades, as cochilhas do Tejo e as estações de metrô com os passantes, são algumas das representações encontradas nessas categorias. A paisagem citadina, o horizonte, seja no amanhecer ou no por do sol é uma das presenças marcantes nesse universo visual. Os telhados das casas e os cenários das ruas aconfiguram uma imagem típica da cidade, que colabora com a ideia de que Lisboa possui dias de sol e céu azul, em qualquer que seja a estação.

 

6. Considerações finais 

Atualmente, a utilização das imagens está generalizada e por isso, muitas vezes a leitura das imagens contemporâneas parece ser algo superficial, que passa desapercebido, que não necessariamente impacta ou influencia no desenvolvimento da cultura e da sociedade. Associa-se tal questão ao fato de estar a disposição dos indivíduos uma “timeline ” repleta de imagens que se atualizam com uma frequência nunca antes vista na história da humanidade. 
O presente artigo analisou a imagem da cidade de Lisboa a partir do mapeamento, catalogação e análise das hashtags: #lisbon, #lisboa, #lisboacity e #lisboncity, no Instragram, com a ajuda de softwares de monitoramento e planilhas, para que fosse possível obter um levantamento que possibilitasse uma análise em âmbito quantitativa e qualitativa da imagem da cidade, levando-se em consideração os locais mais fotografados, o grau de humanização e os elementos em destaque. 
Foram analisadas no total 277 imagens que demonstram que a imagem da cidade de Lisboa possui uma forte representação no universo do Instagram, que a partir do registro e compartilhamento dos usuários tal imagem vai tomando forma, as experiências locais são materializadas e sua identidade vai sendo representada. As imagens compartilhadas apresentam informações importantes sobre os aspectos que a cidade, como seus elementos urbanos, monumentos históricos culturais, monumentos religiosos, parques e praças. Tais representações rompem os limites geográficos, construindo assim o imaginário urbano, na interação entre o individual e o coletivo. 
Essa ideia é fortalecida quando cruzada as ideias apresentadas pelos autores discutidos, que abordam que a imagem pública de uma cidade, ou sua representação, pode ser uma sobreposição de imagens individuais ou uma série de imagens públicas, cada qual criada por um número significativo de indivíduos. Cada imagem individual, mesmo sendo única, se aproxima da imagem pública. Ou seja, apesar das apropriações que cada um faz da cidade onde vive, há um consenso entre membros de mesmo grupo. 
É assim que Lisboa se mostra representada nas hashtags, as experiências individuais quando somadas e analisadas no coletivo formam um grande mosaico representativo da cidade. Desta forma, acredita-se que exista no ciberespaço a possibilidade de transformação de cidades e territórios em experiências, mesmo que essa seja virtual e puramente interativa, baseada no registro das imagens e na construção de um imaginário acerca de uma cidade. 
Registrar em fotos e compartilhar aspectos da cidade, seja na vida cotidiana, seja em uma viagem, é estetizar o momento da experiência que remeterá a memória do indivíduo e será passível de transmissão. Isso também abarca o caráter individual de cada um, já que a busca e o registro sempre será feita a partir de um novo olhar, diferenciando uma experiência da outra. Ou seja, o imaginário é construído de forma contínua, como parte do indivíduo e da sociedade, sendo responsável pela comunicação e construção cultural, representando o mundo por imagens e muitas vezes determinando os lugares que se vive e se quer viver.
Por fim, acredita-se que o artigo apresenta considerações importantes acerca da compreensão da imagem e das experiências das cidades. Destacam-se as limitações em relação a análise, não podendo separar, em função do software, as publicações apenas de turistas ou moradores. Como futuros estudos, ficam indicações para análises comparativas os aspectos das cidades a fim ampliar a perspectiva aqui apresentada.

 

Notas

[1] Uma hashtag é “uma palavra ou frase precedida por um sinal de hash (#), usado em sites e aplicativos de redes sociais [...] para identificar mensagens em um tópico específico”. Informações disponíveis em: <https://en.oxforddictionaries.com/definition/hashtag> Acesso em: 05 de dezembro de 2017.

[2] O Stogram é aplicativo online, que possui um módulo gratuito e um módulo pago, que facilita o acesso, visualização e download de fotografias diretamente do Instagram para o computador. Informações disponíveis em: <https://www.4kdownload.com/pt-br/products/product-stogram> Acesso em: 29 de novembro de 2017.

[3] O Excel é um software de edição de planilhas da Microsoft, que permite a realização de formulas, cálculos e edição de gráficos simples. Informações disponíveis em: <https://support.office.com/pt-br/article/Guia-de-In%c3%adcio-R%c3%a1pido-do-Excel-2016-94b00f50-5896-479c-b0c5-ff74603b35a3?ui=pt-BR&rs=pt-BR&ad=BR> Acesso em: 01 de dezembro de 2017.

[4] Informações disponíveis em: <https://www.omnicoreagency.com/instagram-statistics/> Acesso em: 02 de dezembro de 2017.

[5] Informações disponíveis em: <http://mundodasmarcas.blogspot.pt/2013/03/instagram.html> Acesso em: 02 de dezembro de 2017.

[6]Informações disponíveis em:  <http://www.cm-lisboa.pt/> Acesso em: 02 de dezembro de 2017.

[7] Informações disponíveis em: <https://lisboando.pt/bairros/> Acesso em: 02 de dezembro de 2017.

[8] Sinônimo de publicação, de uma escrita, imagem ou outro item de conteúdo publicado on-line, em sites ou mídias sociais. Informações disponíveis em: https://en.oxforddictionaries.com/definition/posting Acesso em: 05 de dezembro de 2017

[9] A linha do tempo é uma representação gráfica de um período de tempo, uma sequencia linear que nas mídias sociais é responsável pelo fluxo de informações compartilhadas. Informações disponíveis em: <https://www.internetinnovation.com.br/blog/timeline-conceito-e-definicao/> Acesso em: 02 de dezembro de 2017.

 

Acknowledgments

This paper was presented at 6th EIMAD – Meeting of Research in Music, Art and Design, and published exclusively at Convergences.

 

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Agradecimentos

O presente trabalho foi realizado com bolsa de apoio a pesquisa da CAPES, Coordenação de Aperfeiçoamento 
de Pessoal de Nível Superior – Brasil e da Universidade Comunitária da Região de Chapecó – Unochapecó, com flexibilização das atividades docentes da doutoranda Valéria Casaroto Feijó. Agradecemos também ao IADE – Universidade Europeia e a UNIDCOM – Unidade de Investigação, pelo período em que a pesquisadora esteve em Estágio Doutoral no Exterior.

Reference According to APA Style, 5th edition:
Feijó, V. Oliveira, F. Gomez, L. ; (2018) Imagem e Experiência das Cidades: Análise Sobre o Imaginário de Lisboa no Instagram. Convergências - Revista de Investigação e Ensino das Artes , VOL XI (21) Retrieved from journal URL: http://convergencias.ipcb.pt