Metodologias de estudo para uma melhor prática instrumental da Flauta Transversal

Methodologies of study for a better performance of de Flute

Castilho, L. Ferreira, P.

IPCB/ESART / CESEM - Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco / Centro de Estudo de Sociologia e Estética Musical
IPCB/ESART - Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco

Retirado de: http://convergencias.esart.ipcb.pt

RESUMO: O aprender a tocar um instrumento musical envolve um conjunto alargado de fatores que estão para além do trabalho na sala de aula, por um lado, e, por outro, modalidades de estudo e de organização do trabalho que permitam ao estudante e de um modo relativamente autónomo, estudar de uma forma consciente e sustentada. Neste contexto, este trabalho dá algumas pistas de como se pode ajudar o/a estudante a desenvolver esse trabalho nas dimensões sonoras, técnicas e estudo de repertório.

PALAVRAS-CHAVE: Flauta Transversal; ensino e aprendizagem; ensino de música; organização do estudo instrumental; metodologias de estudo.

ABSTRACT: Learning how to play an instrument involves a wide range of factors which are beyond the work done within the class room. Not only that, it also englobes study techniques that allow the student, in a relatively autonomous way, to study in a conscious and sustainable way. Having this in mind, this work offers some insight on how to help the student find his own ways of developing that extra work in regards to sound, how to practice and building repertoire. 

KEYWORDS: Flute;teaching and learning; music education; organization of instrumental study; methodologies of study.

1. Introdução 

No decorrer de um percurso enquanto instrumentista, e mais recentemente enquanto docente de Flauta Transversal do ensino especializado da música, foi possível identificar uma problemática no estudo dos alunos, estreitamente relacionada com aspetos negativos que dificultam o seu progresso.

As aulas de instrumento foram reduzidas para 45 minutos semanais, sendo este o único tempo em que o aluno tem contacto com o professor e muitas vezes, com o instrumento. A docência leva então à busca de respostas relativas a como ensinar os alunos a estudar. 

Para alcançar bons resultados e um bom desenvolvimento enquanto flautista, o aluno deve, pelo menos, ter contacto com o instrumento nos dias da semana posteriores à aula. Este aspeto leva então à problemática relacionada com os resultados que os alunos mostram nas aulas. Para a aula de instrumento ser proveitosa e focada no desenvolvimento do aluno, este deve trabalhar individualmente os conteúdos que são expostos pelo professor. O problema surge quando o estudo se revela desorganizado e pouco informado, bem como à falta de cumprimento de objetivos e recurso a metodologias de estudo.

É essencial haver uma organização do estudo instrumental e o recurso a metodologias de estudo tendo em vista uma otimização e rentabilização do tempo de estudo dedicado ao instrumento. Só assim será possível verificar o desenvolvimento instrumental e motivação nos alunos, sendo que eles próprios serão capazes de verificar esse desenvolvimento. 

A problemática na qual incide este estudo de investigação recai no facto de os alunos, na sua maioria, não organizarem devidamente o seu estudo instrumental nem despenderem tempo de estudo com os conteúdos necessários para uma melhor execução do repertório existente para o instrumento, bem como não recorrerem às metodologias indicadas para solucionar os problemas técnicos e musicais com os quais se deparam.

Incidindo no estudo proposto, coloca-se as seguintes questões de investigação:

- Será que a organização do estudo instrumental favorece a posterior prática flautística? 

- Que estratégias podem ser adotadas para que o estudo dos alunos seja mais profícuo?

A partir das questões de investigação são definidos objetivos a alcançar, sendo eles:

- Implementar uma ferramenta metodológica que auxilie os alunos na organização do estudo individual;

- Implementar diferentes metodologias de estudo instrumental;

- Implementar um plano semanal de estudo, organizado com base em conteúdos e objetivos semanais;

- Avaliar se o desenvolvimento dos conteúdos base melhora a aquisição de resultados, posteriormente;

- Analisar o resultado final das estratégias nas aprendizagens.

 

2. A prática instrumental e a organização do estudo

A fundamentação teórica que serviu de base para o estudo centrou-se sobretudo em pedagogos da flauta transversal. É de realçar então Taffanel e Gaubert (1958), Trevor Wye (1999) e Bernold, que falam especialmente da toda a técnica base do instrumento. Por outro lado é de realçar Johnston (2006) e Noa Kageyama (2014), que desenvolvem o seu trabalho no âmbito das metodologias de estudo.

Derivado da pesquisa efetuada foi possível concluir que os alunos muitas vezes chegam à aula de instrumento com o repertório exatamente no mesmo estado de preparação em que se encontrava na aula anterior (Clarke, 1912; Johnston, 2002). Isto deve-se a aspetos como a falta de tempo de estudo, a frequência de muitas atividades e a falta de efetivamente, estudo do instrumento, estudo esse que deve ser regular, concentrado, focado e baseado em objetivos, sendo que assim surgirá a motivação, associada à denotação do progresso esperado, culminando no desenvolvimento do aluno (Galway, 1990; Johnston, 2002; Kageyama, 2014).

Como todos os pedagogos indicam, o estudo deve ser desenvolvido tendo por base 4 categorias diferentes, que devem ser desenvolvidas de igual forma, sendo todas de igual importância para o flautista. As quatro categorias de estudo são: Sonoridade, Técnica, Estudos e Repertório. Elas devem ser trabalhadas por esta ordem, pois complementam-se no processo (Galway, 1990; Garrison, s.d.; Krantz, 1995; Rubini, 2012).

No aquecimento e sonoridade espera-se que a maior preocupação seja a consolidação e desenvolvimento de um bom som (Bernold, s.d.; Goldman & Smith). Esta parte do estudo é extremamente importante, uma vez que para além de preparar fisicamente o instrumentista e o instrumento para processo inerente ao tocar, também pressupõe que o som seja trabalhado, e a qualidade sonora é o aspeto mais importante a desenvolver no músico (Alessi, s.d.; Dubose, 2010; Galway, 1990; Walker, s.d.).

A sonoridade deve ser trabalhada diariamente, passando por exercícios como notas longas, intervalos, harmónicos e vocalizos, devagar e de forma estável, podendo ser trabalhada a respiração, dinâmicas e registo. Quando se desenvolve o aquecimento e exercícios de som, estes podem ser adaptados às necessidades que o aluno encontrará posteriormente em estudos ou repertório (Alessi, s.d.; Galway, 1990; Seixas, 2012; Wye, 1999).

A técnica é a segunda categoria a ser trabalhada, pois, como sabemos, o repertório para flauta requer uma técnica exímia, sendo exigido controlo e independência dos dedos. Porém, este é o segundo aspeto a trabalhar porque, mesmo na técnica, é exigida, e por isso nunca deve ser esquecida, a qualidade de som (Galway, 1990; Goldman & Smith, 1936; Wye, 1999). Daí, é sugerido que a técnica seja trabalhada primeiramente devagar e de forma expressiva e só depois, mais rápido, quando os dois conteúdos estiverem consolidados e se complementarem (Alessi, s.d.; Galway, 1990; Taffanel & Gaubert, 1958).

Nos exercícios desenvolvidos na técnica, como escalas, arpejos, intervalos e exercícios técnicos, é possível e aconselhável que se trabalhe também a articulação, ritmos e dinâmicas, bem como já foi dito, a expressividade (Seixas, 2012; Wye, 1999).

Os estudos têm como objetivo articular o lado musical e técnico, correspondendo a pequenas peças que requerem bom som, boa respiração, técnica fluente e apresentam contrastes dinâmicos, variedade rítmica e de articulações, sendo que, através destes conteúdos, perspetiva a criação de frases musicais expressivas e ideias musicais, independentemente da dificuldade ou acessibilidade. Assim, são articulados os dois conteúdos anteriores (Havner, 1936; Krantz, 1995).

Por fim, no que concerne ao repertório, este pressupõe a articulação entre todos os conteúdos anteriores, sendo que se traduz no culimar do processo.

No estudo do repertório é essencial que os conteúdos base estejam consolidados uma vez que nesta parte é exigida uma boa sonoridade, a execução de todas as passagens de forma idónea, fraseio, expressividade e interpretação (Galway, 1990).

Assim, e indo de encontro à especificação do que foi falado anteriormente, é importante que o aluno saiba que estudar um instrumento musical não pressupõe apenas que se manuseie corretamente o instrumento e se saiba as notas, mas também que se aprenda a estudar (Galway, 1990).

É necessário organizar o tempo a dedicar ao estudo do instrumento, diariamente, sendo que a quantidade de tempo não é o mais importante, mas sim que seja de qualidade e benéfico, através do tipo de estudo desenvolvido. O tempo, a sua organização e a forma como é desenvolvido o estudo são fatores relacionados com os objetivos que se pretende alcançar, objetivos esses que também devem estar previamente estipulado (Kageyama, 2009).

Fatores como a idade, o nível de ensino e o tempo disponível do aluno são fatores que determinam o tempo de estudo dos alunos. Tendo em conta as considerações anteriores, é difícil determinar quanto tempo deve um aluno estudar, porém, Galway (1990), sugere que um aluno iniciante, nos primeiros anos, não deve estudar demasiado. Os conteúdos base e a técnica ainda não estão solidificados nesta altura, portanto é suficiente que o aluno estude cerca de 15 minutos, diariamente. Contudo, à medida que o aluno cresce, os conteúdos ficam mais sólidos e as aprendizagens também, o tempo de estudo pode aumentar até aos 30 minutos diários. Um aluno que pretenda prosseguir os seus estudos na flauta, perspetivando, por exemplo, a entrada no Ensino Superior, deve estar consciente de que o estudo instrumental é a parte mais importante do seu trabalho, embora frequente todas as outras disciplinas e atividades. O estudo do instrumento, neste caso, deve fazer parte integrante da sua rotina e deve tornar-se uma necessidade. O mesmo acontece com um aluno que já decidiu ser flautista profissionalmente sendo que o tempo sugerido por Galway (1990) neste caso remete a cerca de 4 ou 5 horas diárias.

Outro aspeto imprescindível no estudo instrumental, é o recurso a diferentes metodologias de resolução de problemas que surgem ao longo do estudo. Problemas específicos requerem técnicas específicas, e há mais do que uma estratégia que pode ser adotada em cada situação. O erro de muitos alunos é a aplicação de estratégias erradas ou o recurso a uma estratégia para resolver todos os possíveis problemas, levando à necessidade de mais tempo de estudo, desnecessariamente (Johnston, 2006).

Para colmatar este prejuízo no estudo, é importante que se passe por determinadas etapas, sendo elas:

- Definir e analisar o problema;

- Identificar e testar possíveis soluções;

- Implementar e monitorar uma solução.

O processo de implementação de uma metodologia leva tempo e é diferente de aluno para aluno e por isso é que é importante que o aluno conheça diversas metodologias que pode aplicar (Johnston, 2002; Kageyama, 2014).

 

3. Metodologia

A pesquisa desenvolveu-se tendo em conta a metodologia da investigação-ação e foi desenvolvida durante um ano letivo com um aluno de Flauta Transversal. Esta pressupôs uma melhoria no estudo do aluno, através da implementação de estratégias desenvolvidas nas aulas e no seu estudo individual. Consequentemente, visava uma melhoria da prática pedagógica e dos conceitos implementados (Fernandes, 2006).

A recolha de dados consistiu num inquérito por questionário ao aluno e a professores de instrumento, na observação direta e gravada de uma sessão de estudo, na planificação semanal do estudo instrumental e por fim, em grelhas de observação para aferir aspetos relevantes observados nas aulas.

Foi feito um levantamento de dados inicial junto do aluno, através de um inquérito e da observação de uma sessão do seu estudo. O questionário pretendia apurar quais os seus hábitos de estudo, as suas rotinas e a organização que este fazia.

O questionário a professores de flauta foi desenvolvido com o objetivo de aferir qual a opinião dos docentes relativamente ao estudo instrumental, à sua organização e gestão de tempo, bem como às metodologias de estudo. Este questionário estava organizado com base em 2 categorias, sendo elas a identificação do respondente e a organização do estudo instrumental.

Após o levantamento de dados inicial, a realização do projeto passou, primeiramente, pela implementação de uma tabela na qual o aluno deveria preencher diariamente o tempo de estudo que dedicava a cada conteúdo presente na tabela. No fim de cada dia de estudo, deveria proceder à soma do tempo de estudo e o mesmo acontecia no final da semana.

 

Tabela 1– Registo do tempo de estudo semanal

A tabela 1 foi implementada ao longo de um mês, porém, quando foi procedida a análise das tabelas, foi verificado que o tempo de estudo, por si só, em nada ia ajudar à obtenção de resultados para a aluna nem para a investigação, uma vez que o tempo não está diretamente relacionado com os resultados. Assim, foi desenvolvida outra tabela (tabela 2), a qual era preenchida pelo docente, semanalmente, na aula do aluno, com base na observação das aulas e dos conteúdos apresentados. Nesta, eram preenchidos os conteúdos que o aluno deveria trabalhar, quais os objetivos que ele deveria alcançar e também estratégias de estudo, isto, para cada dia da semana, ao longo de toda a semana.

 

Tabela 2 – Tabela de implementação do projeto

Para apurar resultados relativamente à implementação da planificação do estudo do aluno, foi desenvolvida uma grelha de observação que foi preenchida semanalmente pelo professor, com base nos resultados observados nas aulas (tabela 3).

Na coluna do lado esquerdo, estão descriminados os tópicos observados, segundo as seguintes categorias: compreensão dos objetivos propostos, qualidade sonora, respiração, afinação, embocadura, postura, flexibilidade, técnica, articulação, dinâmicas, precisão rítmica e estabilidade do tempo, domínio da técnica interpretativa, conhecimento da partitura e musicalidade.

A avaliação teve por base uma escala de Likert, com níveis compreendidos entre 1 e 5, sendo 1 – Insuficiente, 2 – Suficiente, 3 – Suficiente Mais, 4 – Bom e 5 – Muito Bom.

 

Tabela 3 – Grelha de observação

 

4. Resultados

Com base na análise feita ao questionário em questão foi possível apurar que, aluna tinha os estudos os dia, e tinha o hábito de planificar, no início da semana o tempo de estudo e tempo livre, bem como o hábito de organizar o estudo antes de começar. A aluna afirmou estudar todos os dias, cerca de 45 minutos a 1 hora.

A nível prático, afirmou executar um aquecimento, com base em exercícios de notas longas, escalas, intervalos e vocalizos; que antes de uma prova ou audição estudava mais, tratando-se de momentos de avaliação; que gostava mais de estudar o repertório e menos de estudar técnica, no entanto, acrescenta que não estuda apenas os conteúdos que lhe agradam mais.

Relativamente ao questionário a docentes do instrumento, este foi respondido por 7 docentes, sendo 4 do sexo feminino e 3 do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 20 anos e 53. Mediante a análise às respostas dos mesmos, foi possível chegar a diversas categorias de resposta. Os inquiridos mencionaram, maioritariamente, que é notável nos alunos uma falta de tempo para estudar e descansar. No entanto, todos os docentes responderam que há vantagens num estudo instrumental organizado e informado, afirmando que um estudo desenvolvido desta forma traz resultados mais proveitosos. Relativamente às dificuldades encontradas nos alunos em organizarem o estudo com vista aos objetivos a alcançar, foi mencionado, com maior número de unidades de resposta, que os docentes verificam que os alunos não têm noção dos aspetos que devem trabalhar e dos objetivos que deveriam alcançar. Quanto à organização do estudo, maioritariamente foram mencionadas as 4 categorias de estudo: Som, Técnica, Estudos e Repertório, sendo que esta opinião vai de encontro ao que foi mencionado na revisão da literatura. Por fim, quanto às metodologias de estudo que os professores propunham, é de realçar a organização do estudo e a estipulação de objetivos.

Na sessão de estudo do aluno, observada antes da implementação, os níveis centraram-se em 1 e 2 (insuficiente e suficiente, respetivamente). O estudo foi desenvolvido com base nas 4 categorias mencionadas anteriormente, porém, nos exercícios de som o aluno não alcançou uma sonoridade sólida e consistente, não tendo despendido tempo suficiente neste conteúdo, para alcançar melhorias. Quanto ao repertório, a aluna não foi capaz de resolver problemas técnicos e musicais com os quais se deparou. Isto deve-se, provavelmente, ao facto de apenas ter sido utilizada uma estratégia para todas as secções ou partes nas quais teve problemas. Por fim, é de salientar a precipitação do aluno e o querer fazer bem, mas rápido, não consolidando os aspetos esperados.

Quanto ao resultado das grelhas de observação das aulas, já ao longo da implementação das planificações, foi possível verificar, através da avaliação de cada tópico, que os níveis se alteraram ao longo das semanas, ficando mais elevados, sendo que, na última aula, a avaliação se centrou maioritariamente entre os níveis 4 e 5 (correspondendo a Bom e Muito Bom). Houve uma notável evolução ascendente nos critérios observados.

 

Tabela 4 – Resultado das grelhas de observação

O gráfico 1 ilustra os dados constantes desta tabela:

Gráfico 1 – Níveis dos critérios observados nas aulas

Contribuiu para estes resultados a consciencialização da prática regular, informada e organizada, com base em objetivos e estratégias para melhorar os conteúdos propostos.

 

5. Conclusões

Respondendo às questões de investigação, com base em toda a fundamentação teórica e nos resultados descritos, é possível afirmar que a organização do estudo instrumental favorece a prática instrumental. Para alcançar melhores resultados e visando um estudo eficaz, é essencial que a prática seja regular e organizada, pensada com base no tempo e nos objetivos que se pretende alcançar. Toda a organização inerente ao estudo vai promover uma maior eficiência no desenvolvimento do aluno e maior sucesso nos resultados, potenciando o estudo individual do aluno e melhorando o trabalho posterior a desenvolver na aula de instrumento.

A segunda questão de investigação procurava conhecer estratégias a ser adotadas para que o estudo do aluno seja mais profícuo, sendo que foi possível enumerar vários passos a seguir, sendo eles:

- Estipular o tempo disponível para o estudo;

- Organizar o estudo com base nos conteúdos a trabalhar;

- Estipular objetivos para cada conteúdo;

- Definir estratégias de resolução de problemas técnicos e musicais;

- Anotar o que correu bem no estudo;

- Anotar que aspetos devem ser trabalhados na próxima sessão de estudo;

- Praticar muito.

Este conjunto de estratégias, estando estreitamente ligadas com a resposta à questão anterior, levam, sem dúvida à consciencialização do aluno para o processo de estudo e assim, a um maior sucesso e desenvolvimento musical.

“Think what you need to accomplish specifically during the day’s practice: three minutes spent thinking about your practicing before you start are worth three hours spent in aimless repetition, during which you only learn the bad better” (Gerle, 1983, p. 13).

“If you want to progress twice as rapidly, you don’t have to figure out how to do twice as much practice. Instead, practice twice as effectively” (Johnston, 2006, p. 6).

 

 

Acknowledgments

This paper was presented at 6th EIMAD – Meeting of Research in Music, Art and Design, and published exclusively at Convergences.

 

 

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