Música Tradicional da Beira Baixa: Aplicação e Contributos no Ensino da Formação Musical

Traditional Music from Beira Baixa: Application and Contributions into Teaching Music Education

Pinheiro, N. Castilho, L. Paixão, M.

CMS & IPCB/ESART - Conservatório de Música de Santarém & Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco
IPCB/ESART / CESEM - Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco / Centro de Estudo de Sociologia e Estética Musical
IPCB/ESE - Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco

Retirado de: http://convergencias.esart.ipcb.pt

RESUMO: A presente investigação incide sobre a utilização das canções tradicionais da Beira Baixa na disciplina de Formação Musical, no Ensino Especializado da Música. O problema que se pretendeu investigar está relacionado com a confirmação de que, muitas vezes, os jovens desconhecem o seu próprio património musical. Assim, questionou-se se as canções tradicionais contribuiriam para desenvolver o interesse e a motivação para a aprendizagem da Formação Musical e se poderiam ser um recurso para implementar estratégias. Utilizaram-se como instrumentos de investigação as grelhas de observação, os resumos reflexivos, os inquéritos por questionário e as referências bibliográficas. As evidências aqui apresentadas, recolhidas através dos inquéritos por questionário, dizem respeito a resultados parciais do estudo desenvolvido. As estratégias adotadas, tendo como recurso as canções tradicionais da Beira Baixa, conduziram a uma melhoria significativa das competências e do interesse e motivação dos alunos de Formação Musical. Os resultados obtidos ao longo do estudo, com as canções tradicionais da Beira Baixa, indicaram que a sua implementação, nas aulas de Formação Musical, pode trazer benefícios ou efeitos positivos, melhorando o aproveitamento escolar, a autoestima, a participação e os hábitos de estudo.

PALAVRAS-CHAVE: Prática de Ensino Supervisionada; Formação Musical; Canção tradicional; Beira Baixa.

ABSTRACT: The present research focuses on the use of traditional songs of Beira Baixa in the discipline of Musical Education in specialized instruction in music. The problem that we want to study is related to the fact that, many times, young people are unaware of their own musical culture.Thus, questioned whether the traditional songs would help to develop the interest and motivation for the learning of Musical Education and whether they could be a resource to implement strategies.It was used as instruments of research the grilles of observation, the reflective summaries, surveys by questionnaire and the bibliographic references. The evidence presented here, collected via the questionnaire surveys, relate the partial results of the study developed. The strategies adopted, having as a feature the traditional songs of Beira Baixa, led to a significant improvement of the skills and interest and motivation of students of Musical Education.The results obtained throughout the study, with the traditional songs of Beira Baixa, indicated that its implementation, in the classes of Musical Formation, can bring benefits or positive effects, improving educational attainment, self-esteem, the participation and the habits of study.

KEYWORDS: Supervised Teaching Practice; Musical Education; Traditional Song; Beira Baixa.

1. Introdução

O presente artigo resulta da investigação desenvolvida no âmbito da Unidade Curricular de Prática de Ensino Supervisionada e do Projeto de Ensino Artístico, no Mestrado em Ensino de Música, na Escola Superior de Artes Aplicadas de Castelo Branco, com o tema: Música Tradicional da Beira Baixa – Aplicação e contributos no Ensino da Formação Musical.

A música e, em específico, a voz, desempenham um importante papel na vida das sociedades. É através da arte dos sons que, desde muito cedo, aprendemos regras, valores e atitudes. É também através da voz que expressamos todas as nossas vivências, alegrias, estados de espírito, sentimentos e desejos. 

A voz foi o primeiro instrumento musical a ser utilizado pelo Homem. Tal como afirma Dias (1957, p. 8) “A humanidade cantou desde sempre, bem podendo o canto inscrever-se como primeira revelação do instinto musical do homem”. Cantar é uma boa forma de nos mantermos saudáveis a nível físico, cognitivo e emocional. A voz é, por isso, um elemento importantíssimo no desenvolvimento musical e a canção um recurso fundamental nas aulas de Formação Musical.

Foram três as motivações que nos levaram a desenvolver a presente investigação.

Em primeiro lugar, a Beira Baixa tem sido por parte de grandes investigadores e, em especial, musicólogos, alvo de grandes pesquisas ao nível do património cultural e, especificamente, musical. Alves Redol, Armando Leça, Fernando Lopes Graça, Jaime Lopes Dias, Michael Giacometti, Rodney Gallop, Virgílio Pereira, entre outros, percorreram as mais recônditas aldeias e encostas da Beira Baixa numa tentativa de recolher, catalogar e divulgar o património musical da região com vista a evitar o seu desaparecimento.

Em segundo lugar, por motivos de natureza pessoal e sentimental. Nascemos e crescemos no concelho de Idanha-a-Nova, região onde as tradições, a cultura e, nomeadamente, a canção tradicional, assumem uma importância significativa na vida das populações, de que são exemplo as romarias da Senhora do Almortão, Senhora da Póvoa e a Encomendação das Almas na época quaresmal. A canção tradicional apresenta, ainda hoje, e em particular no concelho de Idanha-a-Nova, características únicas, resultado das vivências das populações e da utilização do adufe. O contacto com a música tradicional surgiu através das Adufeiras de Idanha-a-Nova, Cegonhas, Soalheiras e Monsanto, grupos que despertam em nós o gosto pela beleza e simplicidade da canção tradicional.

Em terceiro lugar, era para nós importante realizar uma investigação que desempenhasse a nível local, e até mesmo a nível nacional, uma missão difusora da canção tradicional da Beira Baixa no ensino especializado da música. Pretendíamos, também, que o presente estudo despertasse o interesse e a curiosidade de outros investigadores para novas pesquisas com base na temática proposta. 

A presente investigação tem como objetivo contribuir para uma melhoria das práticas educativas no ensino especializado da música, tendo como estratégia e recurso pedagógico a canção tradicional da Beira Baixa. Assim, e tal como é defendido por vários pedagogos (Edgar Willems, Edwin Gordon, Justine Ward, Maurice Chevais, Maurice Martenot, Zoltán Kodály, entre outros), considerou-se pertinente utilizar as canções tradicionais da Beira Baixa para desenvolver o interesse e a motivação para a aprendizagem da Formação Musical.

O estudo teve como principal objetivo, averiguar qual o contributo da utilização das canções tradicionais da Beira Baixa no desenvolvimento da perceção auditiva e no envolvimento/motivação dos alunos do quarto grau do Conservatório Regional de Castelo Branco. Pretendeu-se, assim, perceber qual o impacto que as canções tradicionais podem promover na aprendizagem dos alunos, quando expostos a uma determinada sequência pedagógica de ensino.

 

2. Problema

A problemática que se pretende estudar está relacionada com a constatação de que, muitas vezes, os jovens não conhecem a sua própria cultura musical. Consideramos que não há, por parte dos docentes de Formação Musical, a preocupação em sensibilizar os alunos para a importância e para a prática do reportório tradicional. 

Giga (2004, p. 69) refere que “Atualmente, as crianças cantam cada vez menos e sem qualquer preparação”. O gosto pelo canto é largamente substituído pela utilização das tecnologias. A autora aponta duas evidências preocupantes. Por um lado, assistimos a um desaparecimento progressivo da utilização das canções tradicionais no ensino, nomeadamente nos jardins-de-infância, por outro, é dada cada vez menor importância ao canto. Torna-se essencial consciencializar a sociedade (pais, professores e alunos) para o contributo que a prática vocal pode desempenhar no desenvolvimento pessoal e social de cada indivíduo.

Depois de uma análise bibliográfica, torna-se importante tentar perceber em que medida é que a canção tradicional da Beira Baixa pode contribuir para o desenvolvimento musical dos jovens, ajudando na afinação vocal, na entoação, na leitura musical, no desenvolvimento da acuidade auditiva e na motivação para a aprendizagem.

A partir desta problemática, surgiu uma questão ampla para o estudo: De que forma a canção tradicional da Beira Baixa pode contribuir para uma melhor aprendizagem na Formação Musical?

O estudo pretende apontar caminhos para possíveis soluções demonstrando, assim, a importância do canto nas aulas de Formação Musical, reconhecendo e divulgando o valor artístico e estético da canção tradicional, e encontrar soluções pedagógico-didáticas que permitam aumentar o gosto pela prática vocal. Para isto, foi necessário traçar objetivos, escolher conteúdos, e estruturar atividades práticas e pedagógicas, que contribuam para uma evolução gradual do aluno.

Da problemática deste estudo colocaram-se as seguintes questões:

1) A canção tradicional contribui para o interesse e motivação da aprendizagem na Formação Musical?

2) Como implementar estratégias utilizando canções tradicionais da Beira Baixa, como recurso, para o desenvolvimento de competências musicais na Formação Musical?

A partir desta problemática surgiram os seguintes objetivos:

  1. Identificar competências musicais a desenvolver no quarto grau de Formação Musical;
  2. Identificar canções tradicionais da Beira Baixa que potenciem o desenvolvimento das competências definidas;
  3. Planificar um conjunto de aulas para desenvolver competências através das canções tradicionais da Beira Baixa;
  4. Avaliar o resultado final das estratégias nas aprendizagens.

Espera-se assim, com a presente investigação, fomentar o reconhecimento da canção tradicional da Beira Baixa no desenvolvimento musical dos jovens, contribuindo para o enriquecimento do reportório e de atividades para as aulas de Formação Musical.

Frequentemente, a disciplina de Formação Musical é orientada para a aprendizagem auditiva e para a teoria, com exercícios repetitivos e sem conteúdo musical, não servindo os verdadeiros interesses dos alunos. Tal como refere Almeida (2009, p. 49), torna-se importante estimular nos alunos a criatividade que “(…) embora presente em todos os programas, nem sempre é, ainda, devidamente [considerada]”. Na opinião de Vilela (2009), as aulas de música incidem, muitas das vezes, no reportório erudito, nomeadamente os lieder, os quais não fazem parte do ambiente cultural dos jovens.

Desde muito cedo que a aprendizagem humana ocorre através das canções. São uma ferramenta singular e através das quais se podem explorar vários conteúdos. O ensino através das canções não deve ser despropositado ou inconsciente, é importante que se tenha um objetivo de aprendizagem válido. Cantar nas aulas promove o desenvolvimento de um ambiente rico em aprendizagens e estímulos, já que os alunos ficam mais calmos e motivados. O estudo das canções permite, ainda, o conhecimento de elementos culturais e linguísticos de uma determinada região ou país (Miranda, 2013).

Para Raposo (2009), a canção tradicional, utilizada no ensino da música desde a mais tenra idade, pode constituir um recurso extremamente benéfico para a aprendizagem e desenvolvimento musical. Também na perspetiva de Torres (1998, p. 14), “Uma canção, interpretada em diferentes fases de crescimento do indivíduo faz-lhe despertar diferentes vibrações, quer físicas, quer mentais, quer psicológicas”.

Através das canções tradicionais os alunos podem desenvolver a memória auditiva, aumentar o vocabulário da língua materna, desenvolver a leitura, a consciência rítmica, a coordenação motora, etc.. Com recurso às canções, os jovens aprendem música de um modo mais rápido, isto porque as melodias ficam rapidamente no seu consciente (Santana & Santos, 2013; Torres, 1998).

As canções tradicionais apresentam, por vezes, harmonia, texto e melodia simples. Os temas das canções expõem, frequentemente, as vivências do dia-a-dia. O estudo do reportório tradicional pode contribuir para o debate de assuntos presentes no texto, fomentando, assim, o espírito crítico dos alunos (Moleiro, 2011). As canções têm, também, implícitos certos valores da cultura portuguesa. São, por esse motivo, uma ferramenta importantíssima e pela qual se pode iniciar a aprendizagem musical, tornando-se a base para o estudo da música erudita (Raposo, 2009).

Na escolha do reportório para as aulas de Formação Musical, as canções devem apresentar uma melodia, ritmo, letra e tessitura adequadas às capacidades dos alunos. É também importante que o professor tenha em consideração os gostos, as preferências e as opiniões dos estudantes, pois podem contribuir para enriquecer a prática pedagógica. As atividades devem ser cuidadosamente planeadas, no entanto, o docente deve permitir que aconteçam improvisos, podendo a criatividade constituir um momento de prazer para os alunos (Tennroller & Cunha, 2012).

 

3. Metodologia

A adoção da metodologia baseou-se no estudo em questão, nos objetivos e na natureza do mesmo. Depois da revisão da literatura e do aprofundamento do tema, entendemos que a metodologia que melhor se enquadra no desenvolvimento do nosso estudo, dadas as suas características, diz respeito à investigação-ação, pois atribuímos particular destaque às fases de planificação, implementação, observação e reflexão que a caracterizam (Coutinho et al., 2009).

No que respeita às particularidades da presente investigação, assume-se, maioritariamente, de natureza qualitativa, com alguns aspetos de natureza quantitativa. De natureza qualitativa porque há uma maior ênfase na descrição e no processo, e não tanto nos resultados. A adoção conjunta das metodologias de natureza qualitativa e quantitativa tem como objetivo responder às questões da investigação (Cabral, 2013). Também Pombal, Lopes e Barreia (2008, p. 10) referem que “Existem problemas que necessitam de uma abordagem qualitativa, enquanto outros, de uma abordagem quantitativa, sendo vital enfatizar que não é a metodologia que determina a pesquisa, mas sim o problema que se pretende resolver”.

A presente investigação realizou-se na cidade de Castelo Branco a partir de uma situação real, em contexto de sala de aula, mais precisamente através da lecionação numa turma de quarto grau de Formação Musical em regime articulado, no Conservatório Regional de Castelo Branco, mediante a implementação de uma sequência didática intencionalmente planificada, tomando as canções tradicionais da Beira Baixa como recurso didático central. A turma de Formação Musical era constituída por 13 alunos (sete raparigas e seis rapazes), com idades compreendidas entre os 13 e os 14 anos. Todos os estudantes residiam na cidade de Castelo Branco, exceto dois alunos que tinham residência em aldeias limítrofes do concelho de Castelo Branco.

 Ao longo das aulas foram criadas e testadas um conjunto de estratégias, de modo a desenvolver nos alunos a participação, a concentração, a aprendizagem, o interesse e a motivação para a disciplina de Formação Musical.

As estratégias foram implementadas com recurso ao piano, computador, aparelhagem, fichas de trabalho e manuais, abrangendo exercícios de treino auditivo e várias técnicas de motivação, nomeadamente a persistência no reforço positivo e no desenvolvimento do processo de criatividade. Através das estratégias implementadas procurou-se averiguar quais os contributos que as canções tradicionais da Beira Baixa podem promover no desenvolvimento de competências musicais, nomeadamente no que respeita à perceção auditiva e no envolvimento e motivação dos alunos no processo de aprendizagem. Desse modo, com vista a atingir as competências ao nível do quarto grau, delineamos as seguintes estratégias:

 Desenvolvimento rítmico:

  • Reprodução de linhas rítmicas em compassos simples e compostos;
  • Utilização de ostinatos rítmicos;
  • Improvisação rítmica em função dos padrões rítmicos das canções em compassos simples e compostos;
  • Assimilação de padrões rítmicos através da memorização e posterior reprodução;
  • Identificação e marcação da pulsação;
  • Identificação auditiva das linhas rítmicas das canções;
  • Reprodução do texto das canções com ritmo;

Desenvolvimento melódico:

  • Entoação de ordenações com nome de notas;
  • Entoação de intervalos e acordes a partir de um dado som;
  • Entoação de melodias em modo maior e menor;
  • Leitura melódica das canções com e sem acompanhamento ao piano;
  • Entoação de melodias com ostinato rítmico;
  • Utilização de jogos melódicos com recurso à imitação;
  • Transposição de melodias diretamente com nome de notas;
  • Utilização de diferentes andamentos, nuances (forte, piano, crescendo e diminuendo) e articulações na entoação das melodias;
  • Leitura das notas por relatividade - Transposição;
  • Identificação auditiva de intervalos;
  • Reprodução de intervalos e padrões melódicos;

Desenvolvimento harmónico:

  • Leitura vertical de acordes;
  • Reconhecimento do movimento harmónico;
  • Entoação e reconhecimento de acordes;
  • Interpretação de obras que apresentem uma textura polifónica, de modo a desenvolver a coordenação e a leitura harmónica;
  • Identificação auditiva de acordes e cadências;
  • Desenvolvimento ao nível da análise auditiva/análise da partitura:
  • Formulação de questões sobre elementos musicais presentes nas obras a estudar;
  • Perceção musical ao nível dos instrumentos, forma, dinâmica, ritmo, agógica, compasso, tonalidade, articulações, ornamentos, textura, ritmos e intervalos característicos, modo e andamento;

Elementos teóricos:

  • Elementos de dinâmica (forte, mezzo-forte, mezzo-piano, piano, crescendo e diminuendo) e de agógica (ritardando, ritenuto, rallentando, accelerando, suspensão);
  • Indicações de andamento (Andante, Allegretto, Allegro, Valsa);
  • Formas musicais (AB, ABA);
  • Compassos simples e compostos (unidade de tempo e de compasso);
  • Sinais de repetição (Da cappo, compassos de primeira vez e segunda vez);
  • Ligaduras de valor e de expressão;
  • Tonalidades maiores e suas relativas menores;

As estratégias adotadas variavam consoante a canção utilizada e o desenrolar da aula, podendo sofrer alterações ou adaptações em função de vários fatores, nomeadamente a presença, ou não, de dificuldades em determinados conteúdos, a existência de dúvidas e o comportamento dos alunos.

No início de cada aula, e ao longo do Estágio, foi implementada uma sequência de treino auditivo (identificação de intervalos harmónicos e melódicos, acordes, ditados de sons e ditados melódicos), com recurso a estratégias de entoação e imitação. O trabalho auditivo foi sempre desenvolvido com base numa contextualização melódica, com recurso à entoação de escalas e ordenações com nome de notas. Estas estratégias visavam o desenvolvimento da perceção auditiva, conteúdo em que os alunos apresentavam maiores fragilidades.

No que respeita à seleção das canções, a sua escolha justifica-se, essencialmente, por dois motivos: em primeiro, pelo gosto pessoal, uma vez que as melodias fizeram parte da nossa infância, tal como referimos anteriormente e, em segundo, porque as canções selecionadas apresentam elementos (rítmicos e melódicos) importantes para o desenvolvimento das competências do quarto grau de Formação Musical.

Utilizaram-se como instrumentos de recolha de dados as grelhas de observação, os resumos reflexivos, os inquéritos por questionário e as referências bibliográficas. No presente artigo utilizamos os dados parciais recolhidos através dos inquéritos por questionário, que foram aplicados aos participantes do estudo ao longo do plano de investigação. No que respeita à estrutura dos inquéritos por questionário, podiam conter questões abertas, fechadas, de múltipla escolha, de resposta numérica e de resposta afirmativa ou negativa, dependendo do que se pretendia saber. No que concerne às questões, foram construídas tendo por base trabalhos científicos de outras áreas. 

Pretendeu-se, com os inquéritos por questionário, que os alunos fossem verosímeis nas respostas e que transmitissem as suas ideias, convicções, gostos e preferências. Os inquéritos por questionário foram organizados por temas de modo a facilitar a análise dos resultados. De destacar que os temas foram definidos à priori, através da revisão da literatura e de acordo com os objetivos da nossa investigação. 

 

 

4. Resultados 

Os resultados aqui apresentados obedecem a três critérios importantes: fidedignidade, validade e representatividade. No que respeita ao critério de fidedignidade, é totalmente garantido que os dados foram mesmo recolhidos e não “fabricados” por terceiros. Quanto ao critério de validade, os dados apresentados são pertinentes em relação às questões de investigação formuladas no presente estudo. Relativamente ao critério de representatividade, e tal como afirma Afonso (2014, p. 121), é dada a garantia “(…) de que os sujeitos envolvidos e os contextos selecionados representam o conjunto dos sujeitos e dos contextos a que a pesquisa se refere”.

A discussão aqui exposta resulta da análise de três inquéritos por questionário, materiais que foram construídos durante o Estágio Pedagógico e que contribuíram, de forma indiscutível, para o desenvolvimento da presente investigação. A utilização dos inquéritos por questionário permitiu recolher informações valiosíssimas em três áreas distintas: 1) conhecimentos ou informações dos inquiridos, 2) valores ou preferências dos jovens, e 3) atitudes e convicções dos alunos (Afonso, 2014). Procurou-se verificar, através da análise de conteúdo, possíveis relações com a literatura existente, de modo a poder responder às questões de investigação.

No presente estudo participaram 13 alunos do ensino artístico da música, em regime articulado, do quarto grau do Conservatório Regional de Castelo Branco. A turma era constituída por seis rapazes (46%) e sete raparigas (54%), com idades compreendidas entre os 13 e os 14 anos. Todos os alunos frequentavam o 8º ano do 3º Ciclo do Ensino Básico da Escola Afonso de Paiva em Castelo Branco.

No que respeita aos motivos pelos quais os alunos escolheram o Conservatório para estudar música, constatámos que 40% dos jovens destacaram a qualidade de ensino (seis alunos), 27% referiram a curiosidade/gosto pela música e vontade de aprender um instrumento (quatro alunos), 13% escolheram o Conservatório porque era a escola que lhes dava mais garantias de ingressar no curso que pretendiam (dois alunos), 13% porque os amigos também vieram estudar para a instituição (dois alunos) e 7% dos alunos pela facilidade nos horários (um aluno). Assim, a qualidade de ensino do Conservatório Regional de Castelo Branco assume uma importância significativa na aprendizagem musical dos alunos. Também numa investigação conduzida por Pinto (2003), sobre a motivação para o estudo da música, se verificou que a escolha da escola de música desempenha um importante papel na aprendizagem dos alunos, não só por disponibilizar professores altamente qualificados, mas porque é, também, um agente promotor de um ambiente rico em aprendizagens musicais.

No que concerne ao relacionamento dos alunos com o Conservatório, observámos que 62% dos alunos gostavam muito de frequentar a instituição (oito alunos) e 28% gostavam de forma considerável (cinco alunos). Deste modo, percebemos que os alunos se encontravam motivados para a aprender música. A este propósito, Pinto (2003, p. 38) refere que “O interesse e os resultados dos alunos são profundamente influenciados pelo clima ou o espírito particular de cada escola na medida em que um ambiente de entreajuda, cooperação e amizade é próprio a experiências mais fortes e duradouras (…)”. Assim, se os alunos se sentirem apoiados, seguros e integrados no espaço escolar, a motivação e a aprendizagem tornar-se-ão, certamente, mais positivas (Ribeiro, 2015).

Relativamente aos motivos pelos quais referiram gostar do Conservatório, verificámos que 50% dos alunos afirmaram gostar de estar com os seus pares (11 alunos), 22,7% das aulas (cinco alunos), 18,2% dos professores (quatro alunos) e 9,1% dos alunos do espaço físico e do ambiente escolar (dois alunos). Os amigos possuem uma importância relevante em todo este processo de aprendizagem musical. Também para Condessa (2011, p. 29), “A opinião dos colegas, o sentimento de pertencer a um grupo, a formação da identidade entre amigos, a escolha de valores e os tipos de comportamentos influenciam diretamente a motivação para aprender em diferentes contextos (…)”. O desenvolvimento de amizades e laços na escola permite que os alunos se sintam mais fortes, confiantes e se envolvam mais ativamente no processo de aprendizagem (Pinto, 2003). 

No que concerne às atividades preferidas na disciplina de Formação Musical, verificámos que, antes da implementação do estudo, 47% dos alunos gostavam de teoria musical (oito alunos), 35% de leituras rítmicas e solfejadas (seis alunos), 12% de cantar (dois alunos) e 6% dos alunos afirmaram gostar de ditados rítmicos e melódicos (um aluno). Relativamente às atividades menos apreciadas em Formação Musical, 38% responderam ditados rítmicos e melódicos (seis alunos), 37% responderam cantar (seis alunos), 19% leituras solfejadas e rítmicas (três alunos) e 6% dos alunos responderam teoria musical (um aluno). Sabemos que os alunos tendem a desenvolver preferência por atividades em que, à partida, preveem ter bons resultados. Desse modo, como os ditados rítmicos e melódicos são uma atividade que não conseguem controlar, porque depende da sua perceção auditiva, há uma tendência para desenvolver um sentimento de oposição aos exercícios. Partilhamos da opinião de Carneiro (2014, p. 26), quando afirma “(…) o ditado é várias vezes tido como causador de ansiedade e de deceção nos alunos por estes verificarem que nem sempre conseguem obter os resultados esperados a partir dos exercícios realizados”.

No que concerne aos géneros musicais preferidos, 45% dos alunos responderam Pop-Rock (nove alunos), 25% Música Erudita (5 alunos), 15% Música Eletrónica (três alunos), 10% Jazz (dois alunos) e 5% dos alunos desconheciam o seu género musical preferido (um aluno). Há ainda que destacar que nenhum aluno referiu música tradicional como preferência. Tal como refere Bezerra (2009), o gosto generalizado pelo género Pop-Rock deve-se ao impacto que os meios de comunicação (televisão, rádio e internet) têm na sua difusão. Assim, “O público acaba por observar e consumir essas músicas porque não dispõe de outras, por que [sic] gravadoras menores não têm condições financeiras para comprar espaço nas principais emissoras de TV e de rádio” (Bezerra, 2009, p. 23). Quanto aos meios utilizados para ouvir música, 39% dos alunos referiram a internet (12 alunos), 29% a rádio (nove alunos), 16% o CD (cinco alunos), 13% a televisão (quatro alunos) e 3% dos alunos o telemóvel (um aluno).

No terceiro inquérito por questionário, realizado depois da implementação do estudo, verificámos que 85% dos alunos conseguiram definir o conceito de música tradicional (11 alunos), situação que não se tinha verificado no segundo inquérito, onde apenas 54% dos alunos tinham respondido à questão (sete alunos). Relativamente ao conceito de música tradicional, os alunos destacaram o caráter regional e o valor histórico e patrimonial. Para os alunos, a música tradicional é uma música de uma determinada região, sem compositor, por vezes de caráter animado e que foi passando de geração em geração. 

No terceiro inquérito por questionário, todos os alunos conseguiram identificar canções tradicionais, situação que não se verificou no segundo inquérito, onde apenas 16% dos alunos responderam à questão (dois alunos). Constatámos, ainda, que os alunos identificaram, no terceiro inquérito, as obras estudadas durante o Estágio, com particular destaque para as canções Don Solidone Moleirinha, obras pelas quais os alunos expressaram sempre um gosto especial devido à simplicidade da letra e da melodia. Também em relação aos artistas, intérpretes ou grupos associados à música tradicional, se registou um aumento das repostas dos alunos. Constatámos que, no terceiro inquérito, 85% dos alunos responderam à questão, o que contrasta, significativamente, com o segundo inquérito, onde apenas 16% dos alunos tinham respondido à pergunta. Através dos dados aqui apresentados, constatamos que houve um aumento do conhecimento dos alunos relativamente ao reportório tradicional e aos artistas/grupos associados à música tradicional.

No que respeita aos conteúdos aprendidos nas aulas de Formação Musical através da utilização das canções tradicionais, 16% dos alunos destacaram a aprendizagem de novos conceitos teóricos (dois alunos), 15% o desenvolvimento do conceito de improvisação (dois alunos), 15% a aprendizagem de conceitos rítmicos (dois alunos), 15% destacou o interesse cultural das canções (dois alunos), 8% a aprendizagem de conceitos melódicos/desenvolvimento auditivo (um aluno) e 8% dos alunos a aprendizagem de conceitos práticos como (um aluno). Constatámos, ainda, que 23% dos alunos não responderam à questão. A grande maioria dos alunos atribuiu uma importância significativa à aprendizagem de novos conceitos, figuras rítmicas e símbolos musicais, elementos até então desconhecidos para os alunos. Destaca-se, também, a importância que os alunos atribuíram ao desenvolvimento do conceito de improvisação, ao treino auditivo de acordes, intervalos e à parte prática de tocar adufe. Com base na utilização das canções tradicionais, os alunos puderam desenvolver a dicção da língua materna, a memória auditiva, a leitura musical, a coordenação motora, o sentido rítmico e conhecer a sua própria cultura musical (Santana & Santos, 2013; Torres, 1998).

Relativamente ao impacto das canções tradicionais na vida dos jovens, 54% dos alunos consideraram que o estudo das canções não teve impacto na sua vida musical (sete alunos), sem, no entanto, especificaram nenhum motivo para essa posição. Por outro lado, 46% dos alunos referiram que as canções tradicionais influenciaram, de alguma forma, a sua aprendizagem musical (seis alunos). Para 46% dos jovens, a utilização das canções tradicionais nas aulas contribuiu para a aquisição de novas aprendizagens e para a alteração da opinião que tinham sobre música tradicional: “Porque comecei a gostar de Música Tradicional, aquilo que eu não gostava” (aluno 2).

No que respeita à utilização das canções no ensino, todos os jovens consideraram interessante abordar o reportório tradicional nas aulas. Para 69% dos alunos (nove alunos), a utilização das canções permitiu a aquisição de novas competências. Para 23% dos alunos (três alunos), devem aprender-se canções tradicionais pelo «valor cultural» que apresentam. Para 8% dos alunos (um aluno), devem aprender-se canções pelo seu contributo pedagógico e didático. Os jovens referiram, ainda, que a utilização das canções no ensino são uma forma de aprender mais sobre a sua própria cultura e que, por esse motivo, a canção tradicional deve ser valorizada. Tal como aponta Torres (1998, p. 23), “As canções tradicionais são uma fonte informativa que reúne o cerne da individualidade de uma cultura e que faz a ligação entre o presente e o passado. Elas falam da natureza, do amor e da morte, das relações familiares e sociais”.

Quanto ao contributo das canções tradicionais para o desenvolvimento musical dos jovens, 69% dos alunos destacaram a aprendizagem auditiva (nove alunos), 16% o desenvolvimento rítmico (dois alunos) e 15% dos alunos referiram a aquisição de novos conceitos (dois alunos). Tal como refere Pedroso (2004), cantar é um recurso imprescindível para a aprendizagem cognitiva, auditiva e rítmica. O canto nas aulas permite trabalhar a memorização, o raciocínio, a sensibilidade e a socialização, podendo mesmo contribuir para a aprendizagem e motivação escolar.

Em relação à importância da música para sociedade, 92% dos alunos (12 alunos) reconheceram que a música tradicional é importante para a sociedade, porque “Música Tradicional é cultura e a sociedade deve conhecer as músicas da sua região” (aluno 4). Para 8% dos alunos (um aluno), a música tradicional assume uma importância irrelevante, opinião que se baseia apenas no gosto do aluno sobre o assunto. 

Relativamente à opinião dos alunos sobre música tradicional, 62% dos jovens referiram que o estudo das canções, em Formação Musical, não alterou a sua conceção inicial sobre o conceito (oito alunos). Porém, 38% dos jovens afirmaram que a sua opinião inicial se alterou, positivamente, depois da implementação do estudo (cinco alunos), referindo que: “Eu achava que as canções tradicionais eram iguais, e não eram interessantes, e agora eu gosto mais das canções tradicionais” (aluno 10). Com base na utilização das canções, os alunos tornaram-se pessoas mais recetivas à novidade e à utilização de novas práticas pedagógicas. O presente estudo contribuiu para a formação pessoal, social e cultural dos alunos. Concordamos com Alves (2016) quando afirma: 

É inegável que se, por um lado, o reportório tradicional serve como um meio de aplicação dos conhecimentos técnicos adquiridos e trabalhados nas aulas – quer na audição quer na entoação – por outro lado, a formação do aluno enquanto músico pressupõe um conhecimento alargado acerca do património musical existente do seu país (p. 50).

No que respeita aos aspetos positivos da utilização das canções, 54% dos alunos referiram a aprendizagem de novos conceitos/elementos musicais (sete alunos), 31% destacou a aprendizagem auditiva (quatro alunos), 8% o desenvolvimento vocal (um aluno) e 7% dos alunos mencionaram, como aspeto positivo, a socialização e o desenvolvimento do espírito crítico (um aluno). Relativamente aos aspetos negativos, 53% dos jovens não encontraram qualquer desvantagem da utilização do reportório tradicional nas aulas (sete alunos). Contudo, 23% dos alunos referiram, como aspeto negativo, a falta de tempo para trabalhar a teoria (três alunos). Para 15% dos alunos, as músicas tradicionais não são interessantes, uma vez que não fazem parte das suas preferências musicais (dois alunos). 

Com base na análise de conteúdo dos inquéritos por questionário, verificámos que 92% dos alunos afirmaram apreciar o trabalho desenvolvido (12 alunos). O estudo das canções tradicionais da Beira Baixa trouxe imensos benefícios ao nível da aprendizagem das competências musicais. Notámos, ainda, que 8% dos alunos afirmaram não apreciar o trabalho desenvolvido com as canções tradicionais (um aluno), apresentando como argumento a falta de gosto pessoal pelas músicas. De um modo geral, todos os alunos afirmaram apreciar o trabalho desenvolvido, referindo alguns aspetos bastante interessantes da sua aprendizagem. 

Relativamente à utilização futura das canções tradicionais nas aulas de Formação Musical, 77% dos alunos demonstraram vontade de continuar a desenvolver a aprendizagem através das canções (dez alunos), afirmando que, dessa forma, as aulas tornam-se mais interessantes e divertidas. Contudo, 23% dos alunos não demonstraram interesse em continuar a utilizar canções tradicionais nas aulas, afirmando que as atividades com as canções ocupam muito tempo e tornam-se repetitivas (três alunos).

No que respeita à análise dos inquéritos por questionário, podemos afirmar que a maioria dos alunos apresentam, agora, uma visão diferente sobre a música tradicional. Os alunos dispõem, presentemente, de um maior conhecimento sobre canções, instrumentos e artistas/intérpretes ou grupos de música tradicional. Os alunos mostram-se, também, mais recetivos à utilização das canções tradicionais no ensino e mais conscientes para a importância do conhecimento da música de tradição oral.

 

 

5. Conclusões

Os dados recolhidos com base na metodologia aplicada evidenciaram informações bastante interessantes sobre o perfil dos alunos e as suas preferências musicais. Desse modo, desenvolvemos nos alunos a aprendizagem musical através da perceção auditiva, da criatividade, da imaginação, do sentido crítico e estético-musical, da socialização e da expressão vocal com recurso às canções tradicionais da Beira Baixa.

No que concerne às estratégias implementadas, podemos afirmar que a sua aplicabilidade resultou numa melhoria significativa do interesse dos alunos pela disciplina de Formação Musical. Presentemente, os jovens revelam-se mais motivados e recetivos para a realização de certos exercícios, nomeadamente os ditados melódicos, rítmicos e de sons, nos quais, inicialmente, apresentavam grandes dificuldades. Ao longo das aulas utilizámos diversos recursos pedagógicos, nomeadamente as gravações áudio, instrumentos tradicionais, jogos melódicos, ostinatos rítmicos e fichas de trabalho. 

No decorrer do Estágio, desenvolveram-se aspetos tais como a participação, a concentração, a memorização, a afinação e a entoação. Através das canções foi possível trabalhar a perceção auditiva com recurso a um treino intensivo de acordes, intervalos, ditados de sons, cadências, ditados rítmicos e todo um conjunto de exercícios que os alunos realizam agora de uma forma mais positiva. A dinâmica de aprendizagem aumentou progressivamente aula-após-aula. A sequência construída e implementada ao longo das aulas revelou-se um processo de aprendizagem consistente e eficiente.

Quanto aos aspetos positivos, consideramos que as canções possibilitaram o desenvolvimento da motivação dos jovens. Presentemente, os alunos acreditam mais nas suas capacidades e expressões como “não consigo”, “não sou capaz” e “não gosto de cantar”, deixaram de fazer parte do vocabulário dos jovens. 

Relativamente aos aspetos negativos da implementação do projeto, salientamos algum cansaço por parte dos alunos na repetição das atividades. Percebemos que não é produtivo utilizar canções todas as aulas, é necessário variar as metodologias de trabalho. Cabe ao professor encontrar um conjunto de estratégias pedagógicas que vão ao encontro dos conteúdos das aulas de Formação Musical e dos verdadeiros interesses dos alunos. Aliás, os alunos devem ser sujeitos ativos no processo de ensino-aprendizagem. 

A grande maioria dos alunos de Formação Musical participou nas atividades de forma bastante empenhada, com a exceção de um aluno que mostrou sempre uma atitude e motivação negativas ao longo do Estágio. O comportamento do aluno justifica-se pelo descontentamento em relação ao ensino em geral. Através desse empenho positivo da turma, podemos concluir que os alunos apreciaram o trabalho desenvolvido e que as estratégias adotadas contribuíram para o desenvolvimento da aprendizagem e motivação.

Consideramos que o ensino da Formação Musical através das canções tradicionais é uma proposta eficaz de aprendizagem, exigindo do professor uma grande preparação para orientar as atividades em função do programa da disciplina.

 

Acknowledgments

This paper was presented at 6th EIMAD – Meeting of Research in Music, Art and Design, and published exclusively at Convergences. 

 

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